STF rejeita recurso de defesa da dama do tráfico amazonense e prisão se aproxima
Luciane foi condenada a 10 anos de prisão mas recorre em liberdade.
- Foto: Reprodução/Instagram
O Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou, nesta semana, a maioria de votos contra um novo pedido apresentado pela defesa de Luciane Barbosa Farias, conhecida como a Dama do Tráfico amazonense, e Clemilson dos Santos Farias, o Tio Patinhas. Ambos foram condenados por envolvimento com o tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O julgamento reafirma a decisão já tomada pela corte em novembro, negando os embargos de declaração apresentados pela defesa.
Luciane, apontada como braço financeiro do Comando Vermelho (CV) no Amazonas, foi condenada a 10 anos de prisão, enquanto Clemilson recebeu pena de 30 anos de reclusão. Apesar das condenações, Luciane recorre em liberdade.
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#Dama do Tráfico e a Ligação com Autoridades
O caso de Luciane Barbosa Farias ganhou notoriedade não apenas por sua relação com o tráfico de drogas, mas também pelas suas conexões com autoridades públicas. Em 2023, ela esteve presente em reuniões no Ministério da Justiça e Segurança Pública, acompanhando terceiros. A pasta justificou a presença da criminosa afirmando que o setor de inteligência não conseguiu detectar previamente sua participação nos encontros.
Esse episódio gerou questionamentos sobre falhas nos sistemas de controle e segurança, levantando um debate público sobre os riscos de figuras envolvidas no crime organizado transitarem em ambientes institucionais de alta relevância.
Recurso Negado
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A defesa de Luciane e Clemilson havia recorrido ao STF após perder o prazo para contestar o acórdão emitido pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que confirmou suas condenações em outubro de 2023. No entanto, o novo recurso foi rejeitado pelo relator da ação no STF, ministro Luís Roberto Barroso, que classificou os embargos de declaração como tentativas de reexame de questões já analisadas e decididas por unanimidade.
“O julgamento não apresenta vícios de erro, obscuridade, contradição ou omissão. Portanto, não há fundamentos que justifiquem a reabertura ou a modificação da decisão”, destacou Barroso em seu voto.
Acompanharam a posição de Barroso os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, André Mendonça e Flávio Dino, que à época das reuniões com Luciane era o titular do Ministério da Justiça. O prazo para os votos dos demais ministros se encerra na sexta-feira (13).
Papel do Comando Vermelho no Amazonas
O Comando Vermelho é uma das maiores facções criminosas do Brasil e tem expandido suas operações na região Norte, com o Amazonas se tornando um ponto estratégico para o tráfico de drogas. Luciane Barbosa Farias, como braço financeiro da facção, desempenhou papel crucial na movimentação de recursos ilícitos e na lavagem de dinheiro, segundo o Ministério Público do Amazonas (MPAM).
A condenação de Luciane e Clemilson representa um duro golpe para a facção, mas especialistas alertam que a fragmentação de lideranças pode levar ao surgimento de novos nomes no comando das operações criminosas.
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