David Reis e Rodrigo Guedes protagonizam disputa pela presidência da Câmara de Manaus
David Reis, aliado do prefeitoDavid Almeida, é considerado favorito. Rodrigo Guedes articula uma candidatura alternativa.
- Foto: divulgação
Com a aproximação da eleição para a presidência da Câmara Municipal de Manaus (CMM) no biênio 2025-2026, os vereadores David Reis (Avante) e Rodrigo Guedes (Progressistas) despontam como os principais candidatos na disputa. A votação, marcada para o dia 1º de janeiro, ocorrerá logo após a posse dos 41 vereadores eleitos em 6 de outubro.
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David Reis, aliado do prefeito reeleito David Almeida (Avante), é considerado o favorito. Já Rodrigo Guedes, que articula uma candidatura como alternativa à base governista, promete manter-se firme até a eleição.
Apoios e alianças
David Reis, que presidiu a CMM entre 2021 e 2022, parece reunir apoios amplos e, por vezes, contraditórios. Além do suporte do prefeito David Almeida, Reis teria conquistado o apoio do governador Wilson Lima (União Brasil), adversário político de Almeida nas últimas eleições municipais. Essa articulação inusitada reflete a força de Reis nos bastidores.
Entre os apoiadores ligados ao núcleo do governador estão Diego Afonso (União Brasil) e Professora Jacqueline (União Brasil).
Rodrigo Guedes, por outro lado, busca consolidar sua candidatura como uma alternativa ao favoritismo de Reis. Embora não se declare abertamente como opositor do governo municipal, Guedes tem adotado uma postura de independência, criticando o retorno de Reis à presidência da CMM.
“Sou candidato e não vou arredar o pé. Vou até o dia da eleição. O vereador que votar no David Reis, eu respeito, mas é uma decisão que exige muito discernimento”, afirmou Guedes, destacando seu compromisso com uma campanha até o fim.
Gestão polêmica
A trajetória de David Reis na presidência da Câmara foi marcada por controvérsias. Durante sua gestão, surgiram críticas relacionadas a contratos milionários, aluguel de automóveis e a tentativa frustrada de construir uma extensão ao prédio da CMM, popularmente chamada de “puxadinho”, ao custo de R$ 32 milhões. Apesar dessas polêmicas, Reis mantém ampla base de apoio, em parte devido à influência política de seu pai, Sabá Reis, secretário municipal.
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