Duas pessoas da mesma família morrem após suspeita de peixe envenenado
Caso está sendo investigado.
- (Foto: Divulgação)
No município de Parnaíba, interior do Piauí, uma tragédia abalou a comunidade local. Nove pessoas da mesma família foram internadas após consumirem alimentos recebidos como doação. Dois membros da família perderam a vida: um jovem de 17 anos e um bebê de apenas um ano. O caso ocorreu no dia 1º de janeiro e está sob investigação.
As vítimas foram hospitalizadas na quarta-feira (1º), quando começaram a apresentar sintomas graves. Manoel Leandro da Silva, de 17 anos, faleceu ainda no mesmo dia, enquanto era socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Já o bebê teve o óbito confirmado na quinta-feira (2).
PUBLICIDADE
Outros quatro familiares receberam alta hospitalar, mas três seguem internados em estado grave. Entre eles estão a mãe, Francisca Maria da Silva, de 32 anos, que precisou ser entubada, e dois de seus filhos.
Suspeita de envenenamento
De acordo com o delegado Abimael Silva, que lidera as investigações, há fortes indícios de envenenamento. Todos os membros da família apresentaram os mesmos sintomas: sudorese intensa e frequência cardíaca muito baixa.
A família havia consumido peixes recebidos como doação na noite de terça-feira (31/12). No almoço de Ano Novo, os alimentos ingeridos incluíam arroz, feijão e peixe frito. Segundo informações preliminares, o arroz foi preparado pela própria família no dia 31 e requentado para a refeição.
O casal que doou os peixes, cerca de 30 quilos distribuídos para várias pessoas, já prestou depoimento à polícia e alegou não ter qualquer relação com os sintomas apresentados pela família. Curiosamente, apenas essa família foi afetada.
PUBLICIDADE
Os alimentos consumidos foram recolhidos e encaminhados para perícia. O delegado informou que os resultados das análises serão cruciais para determinar a causa exata do envenenamento.
O caso trouxe à tona uma tragédia anterior vivida pela mesma família. Em agosto de 2024, dois filhos de Francisca, Ulisses Gabriel e João Miguel, de oito e sete anos, morreram após consumirem cajus envenenados. Na época, a polícia concluiu que os frutos continham uma substância tóxica semelhante ao chumbinho.
Uma vizinha, Lucélia Maria da Conceição Silva, de 52 anos, foi acusada de homicídio qualificado e presa. Apesar das acusações, Lucélia negou envolvimento no crime.
No momento, a polícia não confirma qualquer ligação entre o envenenamento atual e o ocorrido em 2024. “Ainda é cedo para afirmar se há conexão entre os dois casos, mas todas as possibilidades estão sendo consideradas”, afirmou o delegado Abimael Silva.
A tragédia gerou grande comoção em Parnaíba. Autoridades locais reforçaram a importância de verificar a origem e o estado de alimentos recebidos como doação, especialmente em períodos de alta vulnerabilidade econômica.
As investigações seguem em andamento, e a comunidade aguarda respostas sobre o que levou à morte de dois membros dessa família e ao grave estado de saúde dos outros.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






