PC-AM procura dois suspeitos do assassinato e estupro coletivo de indígena no Amazonas
A Polícia Civil segue com as investigações, contando com o apoio da Força Nacional, que está presente em Barcelos.
- Foto: divulgação
A Polícia Civil está à procura de dois homens suspeitos de envolvimento na morte brutal de Rosimar Santos de Oliveira, indígena da etnia Baré, de 44 anos. O corpo de Rosimar foi encontrado em um capinzal no dia 3 de janeiro, em Barcelos, no interior do Amazonas. Ela teria sido vítima de estupro coletivo, supostamente cometido por indígenas da etnia Yanomami. O crime gerou comoção e revolta na população local.
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Segundo as investigações, Rosimar foi abordada na madrugada do dia 1º de janeiro nas proximidades de um prédio de telefonia abandonado, onde o crime ocorreu. Dois dos suspeitos, Sirrico Aprueteri Yanomami, de 19 anos, apontado como participante direto do ato, e Sandoval Aprueteri Yanomami, acusado de ajudar na fuga dos envolvidos, foram presos no dia 7 de janeiro.
Ainda estão foragidos Klesio Aprueteri Yanomami, de 26 anos, e um adolescente de 17 anos. Ambos possuem mandados de prisão e apreensão expedidos pela Justiça. Todos os suspeitos pertencem à mesma etnia Yanomami, o que torna o caso ainda mais delicado, considerando as tensões culturais e sociais entre as comunidades indígenas e a população não indígena da região.
Avanço nas investigações
A Polícia Civil segue com as investigações, contando com o apoio da Força Nacional, que está presente em Barcelos para reforçar a segurança e auxiliar nas buscas. Imagens de vídeo gravadas pelos suspeitos, nas quais comentam os abusos, vieram à tona e se tornaram parte das apurações, mas as autoridades ainda não confirmaram oficialmente os detalhes sobre a participação de cada um dos envolvidos.
A polícia pede a colaboração da população para fornecer informações que possam levar à captura dos foragidos, por meio do Disque Denúncia 181. “O apoio da comunidade é essencial para que possamos concluir este inquérito e garantir que todos os envolvidos sejam responsabilizados pelo crime”, destacou um delegado envolvido no caso.
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