Maduro intensifica repressão e prende políticos e ativistas às vésperas da posse
Oposição venezuelana enfrenta aumento de detenções e desaparecimentos em meio a críticas internacionais.

(Foto: Divulgação)
Às vésperas de sua posse, marcada para sexta-feira (10), o presidente venezuelano Nicolás Maduro intensificou a repressão contra opositores e ativistas.
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Enrique Márquez, líder opositor moderado, está desaparecido desde a madrugada desta quarta-feira (8), após ser levado por homens encapuzados. Carlos Correa, diretor-executivo da ONG Espacio Público, também foi detido em circunstâncias semelhantes no centro de Caracas.
Além disso, dois diretores do grupo opositor liderado por María Corina Machado, Marianela Ojeda e Francisco Graterol, foram detidos no estado de Trujillo. O ex-diplomata Edmundo González, que disputou a eleição contra Maduro e atualmente está asilado em Madri, relatou a detenção de seu genro em Caracas.
Em resposta, o presidente colombiano Gustavo Petro declarou inviável sua participação na posse de Maduro, afirmando: “Não podemos reconhecer as eleições, que não foram livres”. Apesar disso, Petro ressaltou que não romperá relações nem interferirá nos assuntos internos da Venezuela.
A ONG Foro Penal estima que existam pelo menos 1.800 presos políticos no país, incluindo cerca de 160 militares. A comunidade internacional continua a condenar as ações repressivas do regime de Maduro, que busca silenciar vozes dissidentes e consolidar seu poder em meio a um cenário político cada vez mais tenso.
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