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- (Foto: Divulgação)
Notícias policiais Maria Gabriela da Silva, de 4 anos, faleceu na noite de terça-feira (21), após mais de 20 dias internada devido a um grave envenenamento em Parnaíba, no litoral do Piauí. A menina ingeriu arroz contaminado com terbufós, uma substância altamente tóxica, segundo laudo pericial. A morte foi confirmada pelo Hospital de Urgência de Teresina (HUT) na manhã desta quarta-feira (22).
O envenenamento, ocorrido no dia 1º de janeiro, afetou nove pessoas da mesma família. Além de Maria Gabriela, sua mãe, dois irmãos e um tio também faleceram. O padrasto da mãe da menina, Francisco de Assis Pereira da Costa, está preso como principal suspeito do crime.
Padrasto é investigado e apresenta contradições
Francisco de Assis nega o crime, mas admitiu à polícia ter “nojo e raiva” da enteada, além de não gostar dos filhos dela. Segundo os investigadores, ele forneceu versões contraditórias sobre o ocorrido, o que, combinado aos depoimentos de outros familiares, reforçou as suspeitas.
O arroz foi envenenado com terbufós, um pesticida proibido no Brasil. Ao ser ingerido por humanos, o produto ataca o sistema nervoso central, causando tremores, crises convulsivas, falta de ar e cólicas. Os efeitos podem levar à morte ou deixar sequelas neurológicas graves.
Histórico de mortes por envenenamento na família
Francisco de Assis também está sendo investigado pela morte de outros dois irmãos de Maria Gabriela, Ulisses Gabriel e João Miguel Silva, de oito e sete anos, respectivamente. As crianças morreram em 2024, e um novo laudo apontou a presença de terbufós nas vítimas, o mesmo veneno utilizado no caso mais recente.
Inicialmente, a vizinha Lucélia Maria da Conceição Silva havia sido acusada pelos crimes, mas foi liberada após um laudo pericial afastar sua responsabilidade. A Justiça determinou que a Polícia responda se a demora na emissão do laudo prejudicou as investigações.
Nota do Hospital de Urgência de Teresina (HUT)
“A direção do HUT informa que a menor M.G.S., de 4 anos, veio a óbito na noite de ontem. A direção informa que todos os esforços foram realizados para o pronto restabelecimento da menor, lamenta o ocorrido e se solidariza com familiares e amigos neste momento de dor. A criança estava internada na UTI pediátrica do HUT desde o dia 3 de janeiro, e o caso agravou nas últimas 24 horas.”
Próximos passos
Na quinta-feira (23), uma audiência de instrução e julgamento deve definir os novos rumos do processo sobre as mortes de 2024. A Justiça ainda avalia os impactos da investigação no caso mais recente, que devastou uma família e comoveu a comunidade local.