Governo Lula recebeu 32 voos com deportados algemados durante gestão Biden e não houve reação
O uso de algemas e correntes é considerado norma padrão nas deportações realizadas pelos Estados Unidos.
- Foto: divulgação / X
Notícias do Brasil – Entre janeiro de 2023 e janeiro de 2025, o Brasil recebeu 32 voos com deportados sob a gestão de Joe Biden, totalizando 3.660 brasileiros retornados ao país, de acordo com um levantamento do site Poder360 divulgado neste sábado (25). As operações foram registradas pela BH Airport, administradora do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, que centraliza a maioria dos desembarques de deportados no Brasil.
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Apesar da alta frequência de voos e do número significativo de deportados durante o período, não foram relatados incidentes envolvendo o uso de algemas ou problemas técnicos nas aeronaves enquanto em solo brasileiro. Essa situação mudou com a primeira deportação de brasileiros sob a atual administração de Donald Trump, que gerou atritos entre os dois países.
Na operação mais recente, deportados afirmaram que agentes norte-americanos insistiram em manter os brasileiros algemados mesmo após o desembarque no Brasil, prática proibida pelas leis brasileiras. A intervenção do governo federal apontou que a medida violava os termos do acordo bilateral sobre deportações, que prevê tratamento digno e humano aos repatriados.
O uso de algemas e correntes é considerado norma padrão nas deportações realizadas pelos Estados Unidos, que justificam a prática como necessidade para garantir a segurança da tripulação durante os voos. Contudo, as autoridades brasileiras contestam a continuidade dessa prática em território nacional, argumentando que ela não se alinha às diretrizes acordadas entre os dois países.
Durante o governo Biden, os voos fretados para deportações seguiram protocolos estabelecidos em 2018, ainda na administração Trump, para acelerar o retorno de imigrantes ilegais detidos nos EUA. Embora o volume de deportações tenha sido elevado, as operações evitaram episódios de tensão diplomática, como o recente debate sobre o uso de algemas.
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Agora, com o retorno de Trump à presidência, as primeiras ações de deportação reacenderam as preocupações sobre um possível suporte das políticas migratórias dos EUA e seus reflexos sobre a relação bilateral com o Brasil.
Reação do governo brasileiro
Em nota divulgada no domingo, o Ministério das Relações Exteriores reiterou o compromisso com a dignidade e segurança dos brasileiros no exterior, afirmando que seguirá monitorando as políticas migratórias dos EUA. O governo também destacou que pretende buscar esclarecimentos sobre os acontecimentos recentes, reforçando que práticas consideradas abusivas não serão aceitas.
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