Coca-Cola manda retirar bebidas de circulação devido níveis elevados de clorato
Os produtos afetados têm códigos de produção entre 328 GE e 338 GE.
- Foto: Chris Ratcliffe/Bloomberg
A Coca-Cola anunciou a retirada de diversos produtos do mercado europeu devido à detecção de clorato em níveis elevados. A medida afeta lotes de bebidas comercializadas em países como Holanda, Alemanha, Reino Unido, França, Luxemburgo e Bélgica, e inclui marcas amplamente conhecidas como Coca-Cola, Sprite, Fanta, Fuze Tea, Minute Maid, Nalu e Royal Bliss.
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Os produtos afetados têm códigos de produção entre 328 GE e 338 GE, e a empresa está pedindo que os consumidores devolvam as latas retornáveis e as garrafas de vidro, identificadas pelos referidos códigos. A Coca-Cola Europacific Partners Belgium, responsável pela produção e distribuição dos itens, garantiu que a maior parte dos produtos ainda não vendidos já foi retirada das prateleiras, e a empresa continua a trabalhar para assegurar que os itens afetados que ainda estão em circulação sejam recolhidos o quanto antes.
A detecção dos altos níveis de clorato ocorreu durante testes de controle na unidade de produção da empresa em Gante, na Bélgica. Segundo as informações divulgadas, o problema está relacionado com a presença de clorato, substância proveniente de desinfetantes à base de cloro usados no processamento de alimentos e no tratamento de águas. Embora a União Europeia estabeleça limites rigorosos para os resíduos de clorato permitidos em alimentos e bebidas, a companhia tomou a decisão de retirar os produtos após perceber que os níveis da substância estavam além do recomendado.
O clorato, quando ingerido em quantidades elevadas, pode representar riscos à saúde. Isso ocorre porque ele pode interferir na absorção de iodo pela glândula tireoide, alterando temporariamente os níveis de hormônios tireoidianos. Esse impacto é especialmente perigoso para indivíduos com problemas na tireoide, bebês e crianças, embora uma única exposição ao composto tenha, segundo o Instituto Federal Alemão de Avaliação de Riscos, “somente um efeito negligenciável”.
A Coca-Cola Europacific Partners, em declarações à Euronews Health, minimizou os riscos para os consumidores, afirmando que uma análise realizada por peritos independentes concluiu que a probabilidade de qualquer risco real para a saúde é extremamente baixa. Mesmo assim, a companhia optou por agir de forma preventiva, recolhendo os produtos afetados do mercado.
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