Omar Aziz é advertido por usar sessão para escolha do presidente do Senado para defender Lula: “pregação facciosa”
As declarações do senador foram prontamente rebatidas por outros membros da casa.
- Foto: reprodução
O senador Omar Aziz (PSD) foi alvo de críticas e advertências neste sábado (1º) durante a sessão de eleição para a escolha do novo presidente do Senado. Durante a reunião, Aziz aproveitou a tribuna para defender o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e criticou o pedido de impeachment do presidente, o que gerou desconforto entre os colegas.
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A polêmica começou quando Aziz se posicionou contra o movimento liderado pelo deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS), que solicita o impeachment de Lula devido à implementação do programa Pé-de-Meia. O programa, que destinou R$ 3 bilhões para estudantes do ensino médio em 2024, foi considerado ilegal por muitos, já que os repasses foram feitos sem a devida autorização do Congresso Nacional, configurando possível crime de responsabilidade do presidente.
Em sua fala, Omar Aziz questionou a motivação por trás das críticas ao programa e disse que a verdadeira questão não era a ajuda aos estudantes, mas sim se houve ou não a prática de pedalada fiscal, uma manobra financeira considerada ilegal, a qual, segundo ele, é mais frequentemente associada aos adversários políticos. Aziz ainda citou um membro do Tribunal de Contas da União (TCU), acusando-o de golpista.
“Sabe qual é a discussão? Não é a ajuda que estamos dando para os estudantes, é se houve ou não pedalada fiscal vindo de um cidadão que hoje está no TCU que é um golpista. E aí não veio nenhum senador aqui pedir o impeachment do ministro do TCU mas vai chegar o momento dele sim”, disse Omar.
⏯️ Durante a sessão para a escolha do novo presidente do Senado, o senador Omar Aziz foi advertido por colegas ao utilizar seu tempo de fala para defender o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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As declarações do senador foram prontamente rebatidas por outros membros da casa. O senador Esperidião Amin (PP-SC) foi um dos primeiros a repreender Aziz, afirmando que a sessão não deveria ser usada para “pregação facciosa”.
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“Isso não é correto. Esta sessão não pode admitir esta pregação facciosa que o meu querido amigo Omar Aziz está fazendo. Eu penso diferente dele, mas não quero politizar a reunião”, repreendeu o senador Esperidião Amorim.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), também se posicionou sobre a questão. Pacheco pediu que as discussões permanecessem dentro do escopo da eleição para a presidência do Senado e alertou os senadores para evitarem manifestações políticas que fugissem do tema em questão. “Esse é o encaminhamento das lideranças partidárias a cerca das candidaturas. Peço apenas que fiquemos dentro desse escopo”, declarou Pacheco.
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