Fechamento de fábrica da Pioneer em Manaus vai gerar 172 demissões; Suframa busca alternativa para trabalhadores
Empresa japonesa definiu data para encerrar suas operações na Zona Franca.
- Foto: Suframa/Divulgação
A Pioneer do Brasil anunciou que encerrará suas atividades na Zona Franca de Manaus (ZFM) em 31 de março de 2025. Com a decisão, 172 funcionários serão desligados, já tendo recebido aviso prévio e garantias de pagamento de seus direitos trabalhistas, além de negociação de uma indenização adicional.
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Preocupada com o impacto social do fechamento, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) está atuando para minimizar os danos aos trabalhadores. O superintendente da autarquia, Bosco Saraiva, destacou que 59 fábricas com projetos de implantação no Polo Industrial de Manaus (PIM) poderão absorver a mão de obra qualificada que será desligada da Pioneer. “Solicitamos a lista de funcionários para oferecê-la a essas empresas sem prejuízo à intermediação normal de recursos humanos. Dessa forma, podemos contribuir para que essa transição seja menos traumática”, afirmou Saraiva.
Ainda segundo o superintendente, a expectativa é de que a experiência e qualificação dos trabalhadores da Pioneer facilitem sua inserção em novas oportunidades. O fechamento da fábrica não deve impactar de maneira irreversível o ecossistema industrial da região, já que novos projetos seguem em andamento.
Com a atuação da Suframa na intermediação de novas contratações e a existência de projetos em implantação, a expectativa é que a transição dos trabalhadores para novas funções ocorra de forma ágil, reduzindo os impactos socioeconômicos da decisão da Pioneer.
A saída da Pioneer do Polo Industrial de Manaus (PIM) representa mais um capítulo do desafio enfrentado pela Zona Franca de Manaus diante das oscilações do mercado e das estratégias empresariais internacionais. Desde sua chegada à capital amazonense em 2003, a empresa atuou na produção de reprodutores de DVD, autorrádios, centrais multimídia, alto-falantes e amplificadores. Contudo, nos últimos anos, a crescente digitalização dos sistemas automotivos e a queda na demanda por produtos tradicionais contribuíram para o encerramento das atividades.
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