Sem especificar licitação, governo do Acre gasta mais de R$1,5 milhões com serviços funerários
A modalidade da licitação não foi detalhada pelas transparências do governo.
- Arte: Luiza Araújo/Portal AM POST
Notícias de Política – O governo do Acre gastou mais de R$ 1,5 milhão dos cofres públicos em 2024 com serviços funerários para atender as demandas do Setor de Tratamento Fora de Domicílio – TFD vinculado ao Complexo Regulador Estadual, no âmbito da Secretaria de Estado de Saúde. No entanto, o executivo estadual fechou os contratos mas não divulgou detalhes sobre a modalidade da licitação, nem quais foram os critérios para realizar o acordo.
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Segundo informações do Portal da Transparência do Governo do Acre, os contratos referentes aos serviços funerários iniciaram no dia 7 de agosto de 2024 e possuem vigência até a mesma data de 2025. A modalidade da licitação não foi detalhada pelas transparências do governo, no campo de informação ficou resumido a “não informado”.
Ainda segundo documento, a empresa contratada foi a J. S. FREITAS LTDA – ME, que recebrá valor global de R$ 1.513.200,00 para realizar serviço funerário.
Dados cadastrados na Receita Federal dão conta de que a empresa está em atividade desde 2001 e possui como principal atividade econômica serviços funerários e de sepultamento. A empresa possui sede em Rio Branco, no bairro Bosque, sob o nome fantasia Funerária São Francisco.
Confira documentos
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Outro lado
A reportagem buscou comunicação com o governo do estado do Acre para mais detalhes em torno dos serviços, a modalidade de licitação e os critérios para o contrato. Até o fechamento desta matéria não obtivemos retorno sobre o assunto. O espaço permanece aberto.
Governador enfreta investigações por lavagem de dinheiro
Por unanimidade, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu em maio de 2024 a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o governador do Acre, Gladson Cameli, pelos crimes de participação em organização criminosa, corrupção passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude à licitação. O político é acusado de liderar um esquema que teria desviado mais de R$ 16 milhões em recursos públicos.
Apesar de receber a denúncia contra o governador, o colegiado entendeu não ser o caso de determinar o afastamento de Cameli do cargo, tendo em vista que os fatos investigados, de 2019, não são atuais o bastante para justificar a medida. Contudo, segundo a relatora da ação penal, ministra Nancy Andrighi, essa decisão não impede que a necessidade do afastamento seja reavaliada nos outros inquéritos que correm contra o governador no STJ.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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