Mais um suspeito de matar frentista é preso em Manaus; polícia diz que crime foi motivado por guerra de facções
Segundo a polícia, a vítima tinha envolvimento com o tráfico de drogas.
- (Foto: Reprodução)
Márcio Ferreira da Silva, 39, conhecido como “Marcinho”, foi preso por envolvimento no homicídio de José Francisco Façanha do Nascimento, que tinha 48 anos. O crime foi praticado no dia 23 de outubro de 2022, em um posto de gasolina localizado na avenida Coronel Teixeira, bairro Santo Agostinho, zona oeste de Manaus. O homem é o segundo preso pelo crime.
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Segundo as investigações, “Marcinho” se encontra sob custódia e já passou por uma acareação judicial virtual. Durante o interrogatório, Marcinho tentou imputar a responsabilidade do crime a um coautor que, segundo ele, já está morto. No entanto, as evidências indicam que ele não agiu sozinho e que outras pessoas podem estar envolvidas.
A motivação do crime está ligada a disputas entre organizações criminosas, uma vez que José Francisco tinha vínculos com o tráfico de drogas. Ele era primo de um narcotraficante, e sua execução faz parte de uma guerra entre facções rivais que já vitimou outros familiares.
A polícia, que rapidamente iniciou diligências após o ocorrido, conseguiu rastrear Marcinho em um imóvel no bairro Puraquequara, onde ele estava se escondendo.
“Márcio já possui antecedentes criminais, incluindo roubo majorado e violência doméstica. A vítima, por sua vez, tinha envolvimento com o tráfico de drogas, e a motivação para esse crime está diretamente relacionada a disputas entre organizações criminosas rivais. É importante ressaltar que ele era primo de um narcotraficante, e essa conexão o colocou na mira de inimigos. Ao longo dos anos, outros familiares desse narcotraficante também foram alvos de assassinatos durante essa guerra entre facções”, afirma a delegada Marília Campello, adjunta da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
Durante a abordagem, a polícia também descobriu que o veículo utilizado no crime apresentava uma placa adulterada, que foi facilmente desvendada. A investigação revelou que Marcinho já tinha passagens pela polícia por roubo majorado e violência doméstica. Com base nas provas coletadas, ele foi denunciado pelo Ministério Público e enfrenta uma série de acusações graves.
As autoridades pedem à sociedade que colabore com informações sobre outros possíveis coautores do crime. Existe a expectativa de que mais pessoas possam ser responsabilizadas por essa execução, e qualquer informação pode ser reportada pelos números 190 ou 181.
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