Obras financiadas por emendas de Hugo Motta foram alvo de investigações desde 2015
A primeira grande investigação surgiu com a Operação Desumanidade, do Ministério Público Federal (MPF).
- Foto: Marina Ramos/Câmara
Notícias de Política – As articulações de bastidores do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para resolver o impasse sobre a liberação de emendas parlamentares ocorrem enquanto um histórico de verbas direcionadas por ele levanta questionamentos. Desde 2015, investigações apontam que recursos de emendas do parlamentar bancaram obras envoltas em suspeitas de desvios e irregularidades.
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A primeira grande investigação surgiu com a Operação Desumanidade, do Ministério Público Federal (MPF), que mirou desvios na construção de 11 Unidades Básicas de Saúde (UBS) na Paraíba. Parte dos valores envolvidos era proveniente de emendas de Motta, e a investigação teve como alvos alguns de seus familiares, incluindo sua avó e sua mãe.
O caso acabou arquivado pela Justiça, mas sem que o Supremo Tribunal Federal (STF) analisasse a delação feita por um dos investigados. O dono da empresa Soconstrói, José Aloysio Machado da Costa Júnior, decidiu colaborar com as autoridades e afirmou, em depoimento gravado em vídeo, que 20% dos valores desviados das UBSs teriam sido utilizados na campanha eleitoral de Hugo Motta em 2014.
Apesar da gravidade das acusações, a delação de Costa Júnior nunca foi homologada pelo STF, o que impediu a formalização de investigação contra o parlamentar.
Anos depois, em setembro de 2024, uma nova obra financiada por emenda de Hugo Motta tornou-se alvo de uma operação da Polícia Federal, do MPF e da Controladoria-Geral da União (CGU). A Operação Outline apurou irregularidades na restauração da Alça Sudeste e da Avenida Manoel Mota, em Patos (PB), uma obra com custo de R$ 5 milhões.
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