Adolescente membro de comunidade virtual é apreendido após atear fogo em homem em situação de rua e transmitir crime em live
O jovem, usou dois coquetéis molotov para agredir a vítima enquanto ela dormia.
- Um adolescente de 17 anos foi apreendido após atacar um homem em situação de rua com coquetéis molotov no Rio de Janeiro e transmitir o crime ao vivo pelo Discord.
- A polícia encontrou arquivos de abuso sexual infantil no celular do jovem, que fazia parte de grupos online com conteúdos extremistas e recebeu incentivo financeiro para cometer o ataque.
- O adolescente participava de comunidades virtuais de crimes de ódio, incluindo grupos neonazistas, e a investigação envolveu a Delegacia de Crimes Cibernéticos devido à gravidade e ao planejamento do ataque.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: reprodução
Nessa quinta-feira, 20, um adolescente de 17 anos foi apreendido após cometer um ataque violento contra um homem em situação de rua na calçada do Pechincha, Zona Oeste do Rio. O jovem, que usou dois coquetéis molotov para agredir a vítima enquanto dormia, transmitiu o ato cruel ao vivo por meio do Discord, aplicativo de troca de mensagens populares entre jovens e utilizado também para a propagação de conteúdos perturbadores e crimes de ódio.
PUBLICIDADE
O ataque, filmado em tempo real, foi o estopim para a investigação, que começou a ser conduzido pela Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav), após a divulgação do vídeo nas redes sociais. A polícia agiu rapidamente, rastreando o material digital, e o vídeo chegou até a família do agressor. Foi então que a avó e a irmã do jovem consideraram o adolescente nas imagens e procuraram a delegacia.
Durante a apreensão, os agentes encontraram no celular do adolescente arquivos relacionados ao abuso sexual infantil. No contexto das investigações, o delegado responsável revelou que o ataque ao morador de rua foi parte de um “desafio” impulsionado pelo desejo de se vangloriar diante de outros membros de uma comunidade virtual. A motivação seria a recompensa financeira de R$ 2 mil oferecida por uma pessoa ainda não identificada.
Além disso, as investigações indicaram que o adolescente fazia parte de grupos online com conteúdos extremistas. “Ele se inseriu em comunidades de crimes de ódio, incluindo grupos neonazistas, e seu codinome em uma dessas plataformas era ‘Eu odeio favela’”, explicou o delegado, ressaltando a conexão entre o ato de violência e os ideais de ódio propagados nessas redes.
A Delegacia de Crimes Cibernéticos do Ministério da Justiça também foi acionada para auxiliar na operação. De acordo com as informações iniciais, o jovem tinha participado de um grupo online no Discord onde o ataque foi transmitido ao vivo, com a participação de 141 pessoas.
PUBLICIDADE
O Discord, um aplicativo amplamente utilizado por jovens, tem sido cada vez mais associado a práticas criminosas, como a propagação de discursos de ódio, e no caso deste ataque, foi um canal para o impulso do comportamento violento.
A investigação também descobriu que o adolescente estava com materiais usados durante o crime, como toucas, máscaras e luvas, além de uma faca, que reforçam a frieza e o planejamento do ataque.
A busca pela motivação do crime revelou ainda mais aspectos perturbadores do comportamento do jovem, como o envolvimento em grupos com discursos extremistas e de intolerância.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






