Servidores públicos, empresários e intermediários são alvos de operação da PF em Manaus
PF desarticula esquema criminoso destinado à aquisição de merenda escolar em Manaus.
- A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Sabor em Manaus para desarticular um esquema de fraude em licitação e desvio de recursos públicos destinados à merenda escolar, envolvendo servidores, empresários e intermediários.
- As investigações apontam que uma empresa sem capacidade operacional foi beneficiada em uma licitação de 2020, causando prejuízo milionário, com indícios de superfaturamento, uso indevido de dispensa de licitação e transferências financeiras suspeitas entre empresas.
- Os envolvidos podem responder por crimes como fraude à licitação, corrupção, peculato e organização criminosa, com penas que podem ultrapassar 20 anos de prisão, e as investigações seguem em andamento.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Divulgação
Notícias de Manaus – A Polícia Federal desencadeou, na manhã desta terça-feira (25), a Operação Sem Sabor, visando desarticular um esquema de fraude na dispensa de licitação e desvio de recursos públicos destinados à aquisição de kits de merenda escolar na capital amazonense. As investigações apontam o envolvimento de servidores públicos, empresários e intermediários em um esquema ilícito que favoreceu uma empresa sem capacidade operacional.
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Conforme a apuração da Polícia Federal, a empresa contratada foi beneficiada de forma irregular em um processo licitatório realizado em 2020. A fraude resultou em prejuízos milionários aos cofres públicos, pois a empresa não possuía histórico de fornecimento de gêneros alimentícios ao setor público e sequer tinha sede conhecida.
O levantamento bancário revelou que parte dos pagamentos efetuados pela Prefeitura foi imediatamente transferida a uma das empresas concorrentes. Além disso, foram identificadas conexões empresariais entre os envolvidos, sugerindo uma atuação coordenada para manipular o certame e garantir a contratação fraudulenta da fornecedora.
As investigações tiveram início a partir de uma ação popular e auditorias realizadas pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Os órgãos fiscalizadores identificaram irregularidades no processo de contratação da fornecedora dos kits de merenda, incluindo indícios de uso indevido da dispensa de licitação, superfaturamento e movimentações financeiras atípicas entre as empresas envolvidas.
Os envolvidos podem responder pelos crimes de fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e formação de organização criminosa. Caso condenados, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão. A Operação Sem Sabor segue em andamento e novas diligências podem ser realizadas para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
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