Coronel Menezes rebate Bosco Saraiva por ter afirmado que plano do governo Bolsonaro era acabar com o Polo Industrial de Manaus
O ex-superintendente destacou que, sob sua administração, a ZFM bateu recordes de faturamento.

Foto divulgação
Notícias do Amazonas – A recente declaração em entrevista do atual superintendente da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Bosco Saraiva, gerou reações acaloradas ao afirmar que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro pretendia acabar com o Polo Industrial de Manaus (PIM). O ex-superintendente da Suframa e coronel da reserva, Alfredo Menezes Júnior, reagiu fortemente às falas, chamando-as de “mentira descarada” e “covardia”. A discussão expõe uma disputa sobre a gestão da Zona Franca de Manaus (ZFM) e a influência das políticas econômicas adotadas durante o governo Bolsonaro.
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Bosco Saraiva declarou que, em 2022, o então ministro da Economia, Paulo Guedes, implementou cortes drásticos no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), prejudicando diretamente as empresas instaladas na região. Segundo ele, esses cortes foram acompanhados por medidas da Suframa que dificultavam a permanência das indústrias no Amazonas.
“Aquele governo anterior, que graças a Deus se foi, causou muitos danos à Zona Franca de Manaus e ao Polo Industrial de Manaus, em particular. Há relatos alarmantes de investidores que vieram a Manaus várias vezes tentando agendar reuniões para instalação de empresas aqui, mas não conseguiram audiências. O plano era fechar o Polo Industrial de Manaus, e isso ficou claro nas ações do governo”, declarou.
ZONA FRANCA DE MANAUS
1. Em entrevista ao G6, o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, revelou que o objetivo real do Governo Bolsonaro era acabar de fato com o Polo Industrial de Manaus;
2. Ele chegou a receber ligações de empresários dizendo que só iriam manter a… pic.twitter.com/HQE4NX9GS2— Mário Adolfo Filho (@marioadolfo) February 25, 2025
Saraiva mencionou ainda relatos de investidores que tentaram se reunir com representantes da Suframa para discutir a instalação de novas empresas, mas encontraram barreiras para marcar audiências.
A declaração de Bosco Saraiva gerou repercussão imediata, levando o coronel Menezes a se manifestar publicamente em suas redes sociais para rebater as acusações.
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Em tom inflamado, Menezes negou as acusações e defendeu sua gestão na Suframa. “Isso é uma mentira descarada, sem base, sem provas, sem credibilidade. Parece mais uma tentativa de ‘lacração’ para ganhar likes na internet”, declarou. O ex-superintendente destacou que, sob sua administração, a ZFM bateu recordes de faturamento, ultrapassando a marca de R$ 100 bilhões em 2020, mesmo durante a crise provocada pela pandemia de Covid-19.
Ele também afirmou que sua gestão destravou diversas plantas industriais no PIM e que sua missão, atribuída diretamente por Bolsonaro, foi proteger a Zona Franca e o Amazonas. “Trabalhamos sério, valorizamos a meritocracia, que, aliás, parece uma palavra desconhecida pela atual gestão”, concluiu.
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