Saiba quais deputados do Amazonas assinaram a PEC contra a escala 6×1
Proposta estabelece uma semana de quatro dias de trabalho.
- Arte: Luiza Araújo/Portal AM POST
Notícias de política – Seis dos oito deputados federais do Amazonas assinaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) que propõe o fim da escala de trabalho 6×1, substituindo-a por uma jornada de quatro dias por semana. A proposta foi protocolada na Câmara dos Deputados na última terça-feira (25) e recebeu um total de 234 assinaturas, excedendo em 63 o mínimo necessário para a tramitação.
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A PEC propõe alterações no inciso XII do artigo 7º da Constituição Federal, estabelecendo que a duração do trabalho normal não deverá exceder oito horas diárias e trinta e seis horas semanais, distribuídas ao longo de quatro dias de trabalho. A redução da carga horária poderá ser ajustada por meio de acordos ou convenções coletivas.
Deputados do Amazonas que apoiaram a proposta
Entre os parlamentares amazonenses que assinaram a PEC estão Amom Mandel (Cidadania), Átila Lins (PSD), Sidney Leite (PSD), Fausto Santos Jr (União Brasil), Adail Filho (Republicanos) e Silas Câmara (Republicanos). Eles defendem a medida como uma avanço nas relações de trabalho no Brasil, argumentando que a proposta pode trazer melhorias para a qualidade de vida dos trabalhadores e aumentar a produtividade das empresas.
Resistências à proposta
Apesar do amplo apoio recebido, a PEC também enfrenta oposição. No Amazonas, os deputados Pauderney Avelino (União Brasil) e Capitão Alberto Neto (PL) optaram por não assinar a proposta. O parlamentar bolsonarista seguem a orientação do Partido Liberal, que argumenta que a mudança pode impactar negativamente os pequenos e médios empresários.
Mobilização para aprovação
A deputada Erika Hilton destacou o esforço de meses para conseguir as assinaturas necessárias e ressaltou que a proposta deve agora passar pelas comissões da Câmara antes de seguir para votação em plenário.
Com o número expressivo de assinaturas, a PEC ganha força dentro do Congresso, mas ainda precisará superar resistências para ser aprovada. A proposta pode gerar debates acalorados entre parlamentares, empresários e sindicatos nos próximos meses.
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