Alcolumbre reajusta ‘cotão’ de senadores e premia servidores com folga a cada 3 dias de trabalho
Os atos foram assinados na sexta-feira (28), véspera do feriado de Carnaval, e entraram em vigor neste sábado (1º).
- Foto: Agência Senado
Notícias do Brasil – Uma nova regra aprovada no Senado Federal institui uma mudança na escala de trabalho de alguns servidores, permitindo uma folga a cada três dias úteis trabalhados. Além disso, a chamada licença compensatória poderá ser convertida em pagamento de natureza indenizatória, ou seja, um valor extra sem impacto nos cálculos do teto de remuneração do funcionalismo público.
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Os atos foram assinados na sexta-feira (28), véspera do feriado de Carnaval, e entraram em vigor neste sábado (1º). Procurado para esclarecer os critérios da nova medida, o Senado não se manifestou até o momento.
Justificativa e critérios do benefício
No documento que instituiu o novo benefício, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, justificou a criação da licença compensatória afirmando que há “necessidade de oferecer a contraprestação devida ao trabalho excepcional ou singular prestado pelos servidores do Senado, notadamente quando em cumulação de atribuições ou no exercício de funções que exigem o desempenho habitual de atividades de representação institucional”.
Terão direito ao benefício servidores que desempenharem funções específicas em determinadas áreas, como a Diretoria-Geral, a Secretaria-Geral da Mesa, o Gabinete da Presidência e as consultorias Legislativa e de Orçamento.
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Impacto e semelhança com outros benefícios
A decisão é semelhante a práticas adotadas em tribunais de Contas e de Justiça, onde benefícios adicionais têm sido utilizados para inflar os salários de conselheiros e juízes. Como o pagamento da licença compensatória tem caráter indenizatório, ele não é considerado no cálculo do teto constitucional de remuneração do serviço público, o que pode permitir que alguns servidores ultrapassem o limite salarial sem que haja impedimentos legais.
A criação desse novo benefício ocorre em um momento em que o Senado e demais órgãos públicos enfrentam debates sobre transparência e gastos com funcionalismo. Ainda não há estimativas sobre o impacto financeiro dessa medida para os cofres públicos.
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