Mídia Ninja recebe repasses milionários por meio de ONGs ligadas ao governo Lula
Gupos vinculados à rede de comunicação, cujos representantes possuem participação no MIC, foram beneficiados.
- Foto: Agência Senado
Notícias de Política – O portal Mídia Ninja, uma rede de notícias ligada à esquerda, tem recebido repasses do governo Lula (PT) por meio de Organizações Não Governamentais (ONGs), que somam até R$ 4 milhões, conforme revelou o jornal Estadão.
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Dois grupos vinculados à rede de comunicação, cujos representantes possuem participação no Ministério da Cultura, foram beneficiados com recursos públicos por meio de convênios, emendas parlamentares e leis de incentivo desde o início do atual governo petista.
Apesar de alegar que não recebe dinheiro público, o Mídia Ninja apoiou ativamente a candidatura de Lula na corrida presidencial de 2022 contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em seu site, o portal se posiciona sobre o financiamento de suas atividades:
“A Mídia Ninja é bancada por recursos públicos? Não. Os veículos de comunicação corporativos sobrevivem às custas de altos investimentos públicos, tanto em publicidade quanto com crédito, financiamento e renegociações de dívidas tributárias. Por outro lado, inexistem políticas públicas que – de forma transparente – democratizem os investimentos de comunicação, que operam de forma precária”, afirma um trecho do site.
As entidades envolvidas afirmam que são apenas parceiras do Mídia Ninja e que não foram escolhidas pelo governo em razão de seus vínculos políticos. Como o portal não possui personalidade jurídica, ele financia seus projetos através de duas ONGs registradas em nome de seus fundadores.
Até o momento, os grupos já receberam R$ 1,6 milhão desde o primeiro ano de governo Lula, em 2023, e ainda devem receber mais R$ 2,4 milhões.
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Por meio da Lei Rouanet, um dos presidentes de uma das ONGs teve o direito de captar R$ 985 mil, mas afirmou que não conseguiu acessar o montante.
Os projetos financiados com recursos públicos recebem a denominação “Ninja”. A assessoria de imprensa das duas iniciativas afirmou que não pode falar em nome do Mídia Ninja, mas reconheceu “uma relação natural de apoio executivo e institucional”.
Segundo a reportagem, a organização Associação Coletivo Cultural recebeu R$ 3,4 milhões, sendo parte da verba proveniente de um convênio com a Fundação Nacional de Artes (Funarte), órgão ligado ao Ministério da Cultura.
“O líder da ONG, Talles Pereira Lopes, e a conselheira fiscal, Karla Kristina Oliveira Martins, são fundadores do Mídia Ninja e participaram de colegiados da Funarte responsáveis pela escolha de projetos na época em que a organização deles foi contemplada”, afirma a matéria do Estadão.
Em documento enviado ao governo, a ONG declarou que sua criação teve o objetivo de oferecer uma “base jurídica e institucional” para o Mídia Ninja.
O Ministério da Cultura, por sua vez, alegou que a seleção dos beneficiados seguiu os critérios estabelecidos em portaria, que previa a escolha de dez integrantes da sociedade civil, abrangendo todas as regiões do país.
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