A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

Tecnologia

Empresa que tenta trazer animais extintos de volta à vida cria camundongos com traços de mamutes

A iniciativa, vendida como um passo para “reviver” uma espécie desaparecida há 4 mil anos, levanta mais dúvidas do que soluções.

Por michael

06/03/2025 às 10:35

Empresa que busca ‘reviver’ animais extintos

Foto: reprodução

Tecnologia – Em 4 de março de 2025, a Colossal Biosciences, empresa americana de biotecnologia, anunciou com alarde a criação de camundongos geneticamente modificados com pelos dourados e metabolismos supostamente adaptados ao frio, evocando os extintos mamutes-lanosos. A iniciativa, vendida como um passo para “reviver” uma espécie desaparecida há 4 mil anos, levanta mais dúvidas do que soluções, expondo os limites éticos e práticos de um projeto que parece mais ficção científica do que ciência responsável.

PUBLICIDADE

Um experimento questionável

A equipe da Colossal alterou sete genes de camundongos, ajustando textura de pelos e metabolismo lipídico para imitar traços dos mamutes. Beth Shapiro, cientista da empresa, admite que essas variações já existem em roedores e foram apenas combinadas artificialmente. O resultado? Um “camundongo-lanoso” que, apesar do marketing, não passou por revisão científica séria nem foi publicado em periódicos acadêmicos. Chamar isso de avanço é, no mínimo, precipitado – e, no máximo, enganoso.

O plano é usar esse experimento como base para modificar elefantes asiáticos, espécie ameaçada e parente distante dos mamutes. Mas será que vale a pena submeter animais vivos a alterações genéticas arriscadas por um objetivo tão duvidoso? A ciência deveria preservar o que ainda existe, não brincar de recriar o passado.

De-extinção ou Frankenstein genético?

Christopher Preston, especialista em Vida Selvagem da Universidade de Montana, é direto: “Modificar um elefante asiático para ter pelos diferentes ou tolerância ao frio não é ressuscitar um mamute. É criar algo novo, um híbrido que nunca foi testado na natureza”. A crítica é certeira. O que a Colossal chama de “de-extinção” é, na verdade, uma manipulação genética que ignora a complexidade ecológica e comportamental de espécies extintas. Um mamute sem seu habitat original ou seus instintos naturais é apenas uma caricatura.

Ambições exageradas e promessas vazias

Não contente com os mamutes, a Colossal quer “reviver” o lobo-da-tasmânia e o dodô. Desde 2021, a empresa faz barulho – e em março de 2025 anunciou células-tronco de elefantes como suposto marco. Ben Lamm, chefe da companhia, declarou à Sky News ter “100% de confiança” no sucesso. Mas confiança não substitui evidências. Recriar genes é uma coisa; garantir que esses animais sobrevivam e se integrem a ecossistemas modernos é outra bem diferente. Sem falar no risco de desviar recursos da conservação de espécies que ainda lutam para não desaparecer.

Um futuro incerto e perigoso

A ideia de reintroduzir essas criaturas em habitats originais soa romântica, mas é impraticável. O mundo de hoje não é o do Pleistoceno. Mamutes recriados não teriam como aprender a viver como seus ancestrais, e sua presença poderia desequilibrar ecossistemas frágeis. Além disso, o foco em elefantes asiáticos, já ameaçados, como cobaias genéticas é preocupante. Por que arriscar uma espécie viva por um experimento especulativo?

A Colossal Biosciences vende um sonho que mistura inovação com nostalgia, mas o custo é alto. Dinheiro e energia gastos em “de-extinção” poderiam salvar espécies atuais, como os próprios elefantes asiáticos listados pela IUCN como ameaçados. Em vez de enfrentar os reais desafios ambientais, a empresa prefere um show de biotecnologia que, até agora, entregou apenas camundongos dourados e promessas frágeis. Relembre: nem tudo que brilha é progresso.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

Um anjo pergunta à Deus: O que é um autista? E Deus lhe responde: É um de vocês que permito descer à Terra!

Lu Lena

Últimas notícias

Manaus

Festival Folclórico do Amazonas começa nesta sexta-feira com investimento recorde e programação gratuita

Evento realizado no Centro Cultural dos Povos da Amazônia contará com apresentações folclóricas, apoio financeiro recorde às agremiações e esquema especial de segurança e saúde.

há 38 minutos

Manaus

Cesta básica sobe em Manaus e fica quase R$ 13 mais cara em junho

Pesquisa do Procon Manaus aponta aumento impulsionado pelo setor hortifrúti e revela grande variação de preços entre supermercados da capital.

há 1 hora

Política

Salazar arrega e não aparece em debate ao vivo com Coronel Claudenir: “bandido”

Debate entre os dois aconteceria ao vivo nesta quarta-feira nas redes sociais, mas vereador não participou da transmissão.

há 2 horas

Amazonas

Enem 2026 entra na reta final: estudantes da rede pública devem confirmar inscrição até sexta-feira

Alunos da 3ª série do Ensino Médio foram inscritos automaticamente.

há 2 horas

Brasil

Após críticas, Alcione revela motivo de falhas durante Hino Nacional no Maracanã

Artista afirma que falhas na execução do Hino Nacional ocorreram por problemas técnicos que impediram ela e Belo de ouvirem o retorno de áudio.

há 2 horas