Brasil

Brasil


A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

CNJ apura reabertura de processo contra ex-deputado condenado por estupro de criança

O procedimento instaurado pelo CNJ visa analisar o recurso do Ministério Público, que questiona a decisão do TJPA.

Por Jonas Souza

12/03/2025 às 16:20 - Atualizado em 13/03/2025 às 09:19

Notícias do Brasil – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está investigando a reabertura de um processo relacionado ao ex-deputado Luiz Afonso Sefer, condenado por estupro de vulnerável. O caso, que envolveu o abuso sexual de uma menina de nove anos em 2005, tem gerado polêmica e agora é alvo de apuração devido a uma recente decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA). A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB-PA) acompanha a investigação, que está sendo tratada sob sigilo.

A reabertura do processo foi determinada pelo TJPA, que está reconsiderando a nulidade da condenação de Sefer, contrariando uma decisão anterior do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em 2019, o STJ havia confirmado a condenação do ex-deputado a 21 anos de prisão por estuprar a menor, mas agora o Tribunal de Justiça do Pará está reavaliando esse entendimento.

PUBLICIDADE

O procedimento instaurado pelo CNJ visa analisar o recurso do Ministério Público, que questiona a decisão do TJPA de reanalisar a condenação. O procurador Hezedequias Mesquita da Costa, do Ministério Público, entrou com um embargo de declaração pedindo esclarecimentos sobre a decisão que favoreceu o ex-deputado. O embargo, que também é um recurso jurídico, busca esclarecer pontos da decisão dos desembargadores da 3ª Turma do TJPA que, em 2019, anularam o processo.

Leia também: Carro derruba poste e deixa avenida congestionada em Manaus

Na decisão que causou controvérsia, os desembargadores, por dois votos a um, acataram a tese da defesa de Luiz Afonso Sefer, que argumentou que o caso não poderia ter sido julgado pela justiça comum, uma vez que, na época dos fatos, o réu ocupava um cargo público e tinha, portanto, foro privilegiado. A defesa alegou que o processo deveria ter sido analisado por instâncias superiores devido ao cargo ocupado por Sefer à época da denúncia.

A nova análise do caso no TJPA está sendo conduzida por um grupo de desembargadores, incluindo o relator do embargo, o desembargador Alex Centeno, primo do governador Helder Barbalho (MDB), que foi indicado por ele ao Tribunal. Durante a sessão do dia 12 de março de 2025, o desembargador Centeno pediu vista do processo e acolheu o pedido de nulidade do processo, contrariando a decisão anterior do STJ.

Luiz Sefer foi acusado em 2009 pelo Ministério Público do Pará (MPPA) de abusar sexualmente de uma menina dos 9 aos 13 anos de idade.

PUBLICIDADE

Segundo a denúncia do MP, ele teria “encomendado” a criança do interior do estado, com a promessa de trabalho e cuidados em Belém, mas iniciado os abusos dias após a chegada da menina.

Já em 2010, ele foi condenado a 21 anos de prisão e ao pagamento de R$ 120 mil reais à vítima pela então titular da Vara Penal de Crimes Contra Crianças e Adolescentes de Belém, juíza Maria das Graças Alfaia Fonseca. Ele entrou com recurso, que foi julgado em 2011 e resultou na anulação da decisão em segunda instância.

Leia também: Após prisão de suspeito, trabalhador conta detalhes de assalto em Manaus: “Queria atirar na minha cabeça”

Anos depois, em 2018, o MP recorreu da decisão, e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou a primeira condenação, além de devolver ao réu a classificação de “condenado”, mantendo, inclusive a sentença e indenização estipulados anteriormente. O STJ enviou o processo de volta à Justiça do Pará por entender que não caberia mais recurso da decisão.

Entretanto, o advogado de Luiz Sefer, Roberto Lauria, apresentou uma nova apelação, para apontar contradição ou omissão ocorrida na decisão proferida pela órgão.

Por isso, em 2019, os desembargadores do 3ª Turma do TJPA anularam o processo que condenou o ex-deputado. Por dois votos a um, os magistrados acataram a tese da defesa de que o caso não poderia ter sido aberto por determinação da justiça comum, já que na época da denúncia, o então réu ocupava cargo público e tinha, por isso, foro privilegiado.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

O autismo não limita as pessoas. Mas o preconceito sim, ele limita a forma com que as vemos e o que achamos que elas são capazes.

Letícia Butterfield

Últimas notícias

Brasil

Flávio Bolsonaro diz que pai é vítima da “maior farsa” do Brasil ao lançar candidatura à Presidência

Durante convenção nacional do PL, senador oficializou candidatura ao Palácio do Planalto e defendeu Jair Bolsonaro.

há 1 minuto

Brasil

Homem filmado se masturbando atrás de mulher em academia de condomínio é preso

Suspeito de 21 anos foi localizado escondido em uma casa em construção e responderá por importunação sexual.

há 19 minutos

Polícia

PM preso por suspeita de envolvimento na morte de investigador acusa Polícia Civil de plantar drogas em veículo em Manaus

Cabo da PM gravou áudio chorando, negando participação no crime e afirmando que entorpecentes foram colocados em sua picape.

há 20 minutos

Manaus

Má-fé ou sensacionalismo? Alessandra Campelo acusou Kamila Fernanda de sequestro e associação criminosa, mas MP não deu prosseguimento a denúncia

Denúncia apresentada pelo MP afasta crimes mais graves inicialmente investigados pela Polícia Civil.

há 40 minutos

Eleições 2026

Amom Mandel debocha e diz que foi à convenção de Omar Aziz “porque é obrigatório”

Deputado participou da convenção que oficializou Omar como candidato ao Governo, mas afirmou que compareceu apenas por obrigação.

há 41 minutos