PL exclui Eduardo Bolsonaro de Comissão e busca paz com o STF
Segundo os bastidores, o partido quer reduzir atritos com o Judiciário.
- Foto: Reprodução/Instagram
Notícias do Brasil – O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, impediu que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) assumisse a presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. A decisão, comunicada ao parlamentar há alguns dias, faz parte de uma estratégia para evitar um agravamento das tensões entre o partido e o Supremo Tribunal Federal (STF), segundo fontes próximas ao dirigente partidário.
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A conversa entre Valdemar e Eduardo teria ocorrido no último domingo (16), de acordo com relatos internos do PL e fontes ligadas ao STF. A medida foi interpretada como um movimento para reduzir atritos entre a legenda e o Judiciário, em um momento em que a relação já se encontra fragilizada.
A decisão de Valdemar já havia sido antecipada nos bastidores na semana passada, sinalizando que o presidente do PL não considera oportuno um embate direto com o STF neste momento. O líder partidário busca adotar uma postura mais conciliadora, especialmente após não ter sido incluído na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre os ataques de 8 de janeiro de 2023 e a tentativa de golpe de Estado.
Versões divergentes
Apesar da decisão clara nos bastidores, a assessoria de Valdemar Costa Neto negou oficialmente que ele tenha vetado Eduardo Bolsonaro. Em nota, o PL afirmou que o presidente do partido “não barrou Eduardo na comissão” e que Valdemar “nem sequer discutiu o tema com o deputado”. A assessoria também disse que, em sua última conversa com Eduardo, Valdemar tratou apenas de assuntos ligados a uma vereadora de São Paulo.
O impasse gerou especulações nos corredores da Câmara. Até a última quinta-feira (13), a indicação de Eduardo Bolsonaro era considerada “líquida e certa”. No entanto, algo mudou nos dias seguintes, levando à sua saída da disputa.
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Enquanto fontes do STF afirmam que a decisão partidária deixou Eduardo sem discurso político para justificar a perda do cargo, aliados do deputado sustentam uma narrativa diferente. Segundo eles, Eduardo estaria sendo perseguido politicamente, tese que o próprio parlamentar tem reforçado.
Recuo estratégico
A postura de Valdemar Costa Neto reforça seu esforço para manter um canal aberto com o STF e reduzir a exposição do PL a confrontos diretos com a Corte. O partido, que já enfrenta desafios jurídicos e políticos, avalia que um embate no momento poderia trazer consequências negativas para a legenda e para o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro.
A retirada de Eduardo Bolsonaro da presidência da Comissão de Relações Exteriores representa, portanto, mais do que uma mudança de cadeiras na Câmara. Trata-se de um movimento calculado dentro da estratégia de Valdemar para evitar o agravamento de uma crise institucional e proteger os interesses do partido no atual cenário político.
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