Líder do PL admite possibilidade de tramitação mais lenta para anistia ao 8 de janeiro
A proposta já conta com o apoio de mais de 260 parlamentares.
- Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados
Na tarde de quinta-feira (20), uma revelação importante foi feita por Sóstenes Cavalcante, líder do PL no Rio de Janeiro, sobre o futuro do projeto de lei que busca anistiar os condenados pelos eventos de 8 de janeiro. Inicialmente, esperava-se que o projeto pudesse ir diretamente ao plenário para votação, mas agora considera-se a possibilidade de uma análise por uma comissão especial, o que sugere uma tramitação mais lenta.
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Durante uma reunião de líderes, Sóstenes Cavalcante admitiu a possibilidade de criação de uma comissão especial, decisão que descansa nas mãos do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Sóstenes declarou seu desejo de resolver a questão da anistia, independentemente do fórum de discussão: “Se ele [Motta] criar comissão especial, atende também, a decisão é dele. Eu quero resolver o problema da anistia, seja na comissão especial ou aqui [no plenário]”, afirmou. Ele emendou dizendo que “Essa decisão não é minha, é do presidente Hugo Mota, mas tem que ser resolvido para que a gente não tenha o desprazer de ter que entrar em obstrução”, referindo-se à prática de bloqueio de votações por parte dos parlamentares.
De acordo com Sóstenes, a proposta já conta com o apoio de mais de 260 parlamentares. Além disso, há esforços em curso para ampliar este suporte, incluindo conversas de Bolsonaro com lideranças de outros partidos como o PSDB de Marconi Perillo e o Podemos de Renata Abreu.
No último domingo (16), Sóstenes havia prometido que apresentaria um requerimento de urgência para o projeto nesta quinta-feira (20). Tal documento necessitaria do apoio de 171 deputados ou de líderes que representem este número, permitindo que a proposta avance diretamente ao plenário, sem necessidade de passar por comissões.
A decisão de Sóstenes de levar o assunto ao colégio de líderes indica uma busca por consenso antes de qualquer movimentação mais assertiva. Hugo Motta informou que teriam mais discussões sobre a anistia até sexta-feira (21) antes de sua viagem ao Japão, marcada para o sábado (22). Essa etapa de diálogo é crucial, uma vez que a oposição ameaça obstruir a pauta de votações caso não haja avanços no tema.
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