Bolsonaro falta em dia decisivo de julgamento no STF
A medida seria para evitar um eventual desgaste da imagem política do ex-presidente.
- Foto: Gustavo Moreno/STF
Notícias do Brasil – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu não comparecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (26) para acompanhar o julgamento que pode torná-lo réu por tentativa de golpe de Estado. Em vez disso, Bolsonaro assistirá à transmissão da sessão no gabinete de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), no Congresso Nacional.
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Além de Flávio, a ex-ministra e atual senadora Damares Alves (Republicanos) também estará ao lado do ex-presidente durante a análise do STF. A escolha de Bolsonaro de não ir pessoalmente ao tribunal reforça sua estratégia de evitar confrontos diretos e acompanhar o desdobramento do julgamento em um ambiente politicamente mais controlado.
A sessão no STF julga a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusa Bolsonaro de envolvimento na trama para desacreditar o sistema eleitoral e incentivar atos golpistas após sua derrota nas eleições de 2022. Caso a denúncia seja aceita, o ex-presidente se tornará réu, enfrentando um processo judicial que pode trazer graves consequências para sua carreira política.
Nos bastidores, aliados de Bolsonaro avaliam que sua ausência no STF busca minimizar possíveis desgastes e preservar sua imagem junto à base de apoiadores. O julgamento é considerado um dos momentos mais críticos da trajetória política do ex-presidente, que já enfrenta outras investigações sobre sua conduta antes e depois de deixar o cargo.
Mesmo sem comparecer ao tribunal, Bolsonaro e seus aliados acompanham de perto cada movimento do STF. A decisão do Supremo poderá definir os próximos passos do ex-presidente no cenário político brasileiro e influenciar seu futuro eleitoral.
Se a maioria dos magistrados votar pela aceitação da denúncia da PGR, Bolsonaro e mais sete acusados passarão à condição de réus e vão responder a uma ação penal no STF pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Com a eventual abertura do processo criminal, os advogados poderão indicar testemunhas e pedir a produção de novas provas para comprovar as teses de defesa. Com o fim da instrução do processo, o julgamento será marcado, e os ministros vão decidir se o ex-presidente e os demais acusados serão condenados à prisão ou absolvidos. Não há data definida para o julgamento.
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