Chuvas no Amazonas fazem rios superarem nível de 2024 e duas cidades decretam emergência pela cheia
Segundo pesquisadores, o Amazonas está com chuvas acima da média.
- Foto: Reprodução/TV Acrítica
Notícias do Amazonas – Cinco dos seis principais rios do Amazonas já apresentam um nível superior ao registrado no mesmo período de 2024, de acordo com dados do Painel de Monitoramento Hidrometeorológico da Defesa Civil do estado. As medições apontam que os rios Negro, Solimões, Purus, Madeira e Amazonas estão pelo menos um metro acima do registrado no ano passado, sendo o Rio Purus o que apresentou a maior elevação, com 5,44 metros acima da marca de 2024. O cenário levou os municípios de Humaitá e Boca do Acre a decretarem situação de emergência.
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Em Humaitá, as inundações já afetam comunidades rurais como Alto Crato, onde a água já cobre estradas, impossibilitando o deslocamento de crianças para a escola. O transporte escolar, fundamental para a educação local, não consegue operar em dias de chuva intensa.
Em Boca do Acre, a cheia do Rio Purus vem causando transtornos e desalojando famílias. Desde 16 de março, o rio começou a transbordar, impactando mais de duas mil famílias. Em resposta, a prefeitura declarou emergência e iniciou a distribuição de cestas básicas e água potável. Até o momento, já foram entregues 1.200 cestas e mais de 30 mil litros de água diariamente para auxiliar os atingidos.
Pesquisadores do Laboratório de Modelagem do Sistema Climático Terrestre da Universidade do Estado do Amazonas (Labclim/UEA) atribuem o aumento do nível dos rios a fatores climáticos como o “Inverno Amazônico”, caracterizado por chuvas acima da média, e a influência do fenômeno La Niña, que intensifica as precipitações na região. O pesquisador Leonardo Vergasta destaca que o resfriamento das águas do Oceano Pacífico tem sido determinante para esse padrão de chuvas excessivas.
Apesar do atual volume de água nos rios, especialistas descartam uma cheia recorde em 2025. Segundo Vergasta, as inundações devem reduzir a partir de abril, quando as chuvas devem se concentrar na porção Centro-Norte da Bacia Amazônica, e voltar à normalidade em maio. Ainda assim, os impactos da cheia já são severos para milhares de famílias amazonenses, ressaltando a importância de medidas preventivas e de apoio humanitário para as comunidades mais vulneráveis.
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