Réu no STF, Bolsonaro posta vídeo polêmico e sugere que ataques de 8/1 foram ‘programados’
O ex-presidente também criticou a Polícia Federal (PF).
- Foto: Reprodução/Instagram
Notícias do Brasil – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a se manifestar sobre os ataques de 8 de janeiro de 2023, insinuando que os atos foram “um negócio programado”. A declaração foi feita em um vídeo publicado nesta quarta-feira (26), poucas horas antes do Supremo Tribunal Federal (STF) retomar o julgamento que pode torná-lo réu por suposta participação em uma trama golpista para permanecer no poder após as eleições de 2022.
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Na gravação, Bolsonaro questiona quem teria organizado as invasões e levanta suspeitas sobre a atuação das autoridades na contenção dos atos. “Quem sabia que ia acontecer o 8 de Janeiro? Quem? Deixei a Presidência no dia 30 de dezembro, (quando) começou a murchar os acampamentos. Quinta-feira tinha umas 300 pessoas em Brasília, aí começou uma campanha para movimentar para domingo. Não é difícil levantar quem fez a campanha”, declarou.
O ex-presidente também criticou a Polícia Federal (PF), o ministro do STF Alexandre de Moraes, o ex-ministro da Justiça Flávio Dino e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), sugerindo omissão por parte das autoridades na contenção dos atos violentos. Segundo Bolsonaro, havia informes prévios sobre a possibilidade de ataques, mas nenhuma ação teria sido tomada para evitá-los. “Por que a PF, do Alexandre de Moraes, não levantou isso aí? Por que o Flávio Dino não apresenta as imagens? Por que o GSI, do general G. Dias, aquele que tava passeando dentro da Presidência da República naquele dia, não tomou providência no tocante a mais de 30 informes da Abin que ia ter confusão em Brasília? Foi um negócio programado”, afirmou.
O vídeo de Bolsonaro foi publicado em meio ao julgamento no STF que analisa a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele e sete aliados. O ex-presidente é acusado de envolvimento em uma suposta tentativa de golpe para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Caso a denúncia seja aceita, Bolsonaro e os demais citados passarão a responder como réus no processo.
Além das acusações contra o governo petista, Bolsonaro minimizou os ataques às sedes dos Três Poderes e a possibilidade de um golpe de Estado. “No dia seguinte, tava todo mundo achando que ia ter golpe no Brasil. E ninguém sabia? Golpe com coitados com bíblias no braço, com terço, rezando com a Bandeira do Brasil. Pessoas humildes, não tinham tropas, não tinham armas, não tinham liderança, não tinha nada”, declarou.
A declaração do ex-presidente gerou repercussão imediata nas redes sociais e entre autoridades. Integrantes da base governista criticaram a publicação, afirmando que Bolsonaro tenta desviar o foco do julgamento no STF. Já seus aliados defenderam que ele tem o direito de questionar a condução das investigações e cobrar explicações sobre a atuação das forças de segurança no dia dos ataques.
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