Defensora pública morre após complicações com DIU; caso está sob investigação
A médica que realizou o procedimento afirma que não se considera culpada pela morte.
- Foto: Reprodução/Redes Sociais
Notícias do Brasil – A defensora pública Geana Aline de Souza, de 39 anos, faleceu na noite desta terça-feira (25) em Boa Vista, vítima de uma infecção generalizada após a tentativa de colocação de um Dispositivo Intrauterino (DIU). O caso está sendo investigado pelo Ministério Público de Roraima (MPRR) e pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) para apurar possíveis falhas no procedimento ou no atendimento médico.
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Segundo relatos da família, Geana começou a apresentar febre e dores abdominais cerca de uma semana após a inserção do DIU. Diante do agravamento dos sintomas, ela foi internada no hospital privado Ville Roy, onde os médicos diagnosticaram um quadro de choque séptico, decorrente de um abdômen agudo perfurativo de origem ginecológica. Conforme a unidade de saúde, a defensora chegou ao hospital em estado “gravíssimo”, apresentando também insuficiência renal, hepática e circulatória. Apesar de passar por uma cirurgia de emergência e ser internada na UTI, seu estado piorou rapidamente, levando ao óbito às 22h50.
A médica Mayra Suzanne Garcia Valladão, responsável pelo procedimento, afirmou que a morte não tem relação com seu atendimento, destacando que todas as medidas necessárias foram tomadas. Ainda assim, o caso gerou preocupação sobre as condições do procedimento e o acompanhamento pós-operatório de pacientes submetidas à inserção do DIU.

Geana atuava como defensora pública desde 2017 e era presidente da Associação das Defensoras e Defensores Públicos de Roraima (ADPER). Seu trabalho era voltado para a vara de execução penal, e sua morte causou grande comoção entre colegas e amigos. A Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) emitiu uma nota lamentando seu falecimento e prestando solidariedade à família.
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O DIU é amplamente utilizado como método contraceptivo de longa duração e é considerado seguro pela maioria dos especialistas. No entanto, ele não está isento de riscos, como perfuração uterina, infecções e rejeição pelo organismo. Mulheres que optam pelo uso do DIU devem ser orientadas sobre os sintomas de possíveis complicações, como dores intensas, febre persistente e sangramentos anormais, buscando assistência médica imediata caso ocorram alterações no quadro de saúde. A segurança do procedimento depende tanto de uma avaliação prévia detalhada quanto de um acompanhamento médico adequado após a inserção do dispositivo.
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