STF dá 48 horas para advogados de Léo Índio explicarem ida à Argentina
Léo Índio, primo dos filhos mais velhos do ex-presidente Bolsonaro, é réu no STF por participação nos atos de 8 de janeiro.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que os advogados de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, apresentem explicações em até 48 horas sobre sua saída do Brasil e ida para a Argentina. A decisão ocorre após declarações do próprio réu, que afirmou estar no país vizinho há mais de três semanas.
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Léo Índio, primo dos filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é réu no STF por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidas e depredadas. A solicitação de Moraes busca esclarecer se houve uma possível tentativa de evasão para evitar eventuais punições no Brasil.
Fuga por medo de prisão
Durante entrevista à rádio Massa FM, de Cascavel (PR), na quarta-feira (26/3), Léo Índio revelou estar na Argentina há aproximadamente 22 dias. No mesmo bate-papo, ele criticou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), além do Partido Liberal (PL) e outras legendas de direita.
Ele também manifestou temor de ser preso e afirmou que busca uma forma de permanecer no país sul-americano por mais tempo. “Qual o nosso principal medo? Nós não sabemos até onde vão os tentáculos do STF, então temos muito medo dessa listagem cair em mãos de pessoas mal-intencionadas. Seria uma pescaria num aquário. Imagine você ter uma listagem de pessoas que estão em determinados locais na Argentina… Seríamos alvos fáceis”, declarou.
Além disso, Léo Índio disse ter solicitado asilo ao governo argentino sob a alegação de “perseguição política”. O pedido segue sob análise da administração do presidente Javier Milei. Caso seja aceito, ele poderá permanecer na Argentina sem risco de extradição para o Brasil.
Réu pelos atos de 8 de janeiro
Em 28 de fevereiro de 2025, a Primeira Turma do STF decidiu, por unanimidade, tornar Léo Índio réu por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro. Ele é acusado de participar das manifestações que resultaram na depredação do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal.
A defesa do réu tentou recorrer da decisão, mas o STF formou maioria para manter a abertura do processo penal contra ele. Atualmente, o julgamento ocorre em plenário virtual, onde a Corte Suprema decidirá o próximo passo do processo.
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