Polícia de Portugal decreta prisão preventiva de brasileiros flagrados com 6,5 toneladas de cocaína
Além dos três paraenses, também foram presos um colombiano e um espanhol.
Notícias de Polícia – A polícia de Portugal decretou a prisão preventiva de três brasileiros, naturais do estado do Pará, que foram flagrados transportando 6,5 toneladas de cocaína em uma embarcação semi-submersível. A droga seria enviada para diversos países da Europa e, segundo as investigações, tem ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Os brasileiros detidos foram identificados como Maikon Reis da Silva, de 38 anos, e Nelson da Páscoa Correa, de 62 anos, ambos de Abaetetuba (PA), além de José Mauro Gonçalves, de 52 anos, natural de Igarapé-Miri (PA). Além dos três paraenses, também foram presos um colombiano e um espanhol, que faziam parte da tripulação da embarcação interceptada em alto-mar.
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A ação foi resultado da Operação Nautilus, uma investigação internacional que contou com a participação de diversas agências policiais, incluindo a Polícia Judiciária de Portugal, a Marinha e a Força Aérea portuguesas, a Guardia Civil da Espanha, a DEA (Drug Enforcement Administration) dos Estados Unidos e a National Crime Agency do Reino Unido.
Intercepção no Oceano Atlântico
A embarcação foi interceptada em pleno Oceano Atlântico, a cerca de 500 milhas ao sul do arquipélago dos Açores, durante uma operação conjunta das forças de segurança portuguesas e espanholas. O semi-submersível partiu do Brasil pelo estado do Amapá e tinha como destino vários países da Europa, onde a droga seria distribuída.
De acordo com informações da Polícia Judiciária portuguesa, as autoridades monitoravam a movimentação da embarcação há dias, até realizarem a abordagem e confirmarem a existência da droga no porão do barco.
Imagens divulgadas pela Marinha de Portugal mostram a parte externa da embarcação e também detalhes do interior, incluindo o espaço onde os tripulantes dormiam e os fardos de cocaína empilhados em uma área de armazenamento.
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Ligação com facção criminosa
As investigações apontam que o carregamento de cocaína está vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas do Brasil, conhecida por seu envolvimento no tráfico internacional de drogas.
O modelo de transporte utilizado pelos criminosos — um semi-submersível — é uma tática comum entre grandes facções, pois dificulta a detecção por radares e aumenta as chances de sucesso no transporte de drogas entre continentes.
A Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Drogas da Polícia Judiciária segue investigando o caso, em colaboração com agências internacionais. O objetivo é identificar outros envolvidos na operação criminosa e desmantelar a rede de tráfico que atua entre a América do Sul e a Europa.
Prisão preventiva decretada
Após a prisão dos cinco tripulantes, a Justiça portuguesa decretou a prisão preventiva de todos eles na quinta-feira (27). Com essa decisão, os acusados permanecerão detidos até o julgamento, sem possibilidade de responder em liberdade.
A prisão dos paraenses reacende o alerta sobre o uso da Amazônia como rota do tráfico internacional de drogas. Com suas vastas hidrovias e fronteiras porosas, a região tem sido cada vez mais explorada por organizações criminosas que buscam exportar drogas para outros continentes.
O caso segue em investigação, e novas operações devem ser realizadas para combater o tráfico internacional de entorpecentes.
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