Evo Morales anuncia novo partido de esquerda para disputar a Presidência da Bolívia
O anúncio do novo partido será feito neste fim de semana na cidade de Chapare, reduto político de Evo.
- Foto: FERNANDO CARTAGENA
Notícias do Mundo – O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, deverá lançar um novo partido de esquerda após romper com o Movimento ao Socialismo (MAS), legenda na qual construiu sua trajetória política, mas da qual se afastou devido à crescente rivalidade com o atual presidente boliviano, Luis Arce. A iniciativa faz parte de sua estratégia para voltar à Presidência do país nas eleições marcadas para agosto deste ano.
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O anúncio do novo partido será feito neste fim de semana na cidade de Chapare, reduto político de Evo, localizado no departamento de Cochabamba. Durante o evento, o ex-presidente e seus apoiadores definirão o nome e a sigla da nova legenda. Segundo o líder camponês Vicente Choque, próximo de Morales, o encontro servirá para alinhar a estratégia política do grupo e consolidar a criação do partido.
Para ser reconhecida legalmente, a nova sigla precisará registrar ao menos 109,5 mil apoiadores, um processo burocrático que pode levar tempo e demandar um grande esforço de mobilização política. Ainda assim, Evo Morales demonstra determinação em continuar sua trajetória política, apesar dos desafios jurídicos e institucionais que enfrenta.
No mês passado, Morales chegou a anunciar sua candidatura à Presidência pelo partido Frente para a Vitória (FPV), mas sua tentativa foi barrada pela Justiça boliviana. O impedimento se baseia no fato de que Evo já cumpriu os dois mandatos consecutivos permitidos pela Constituição do país. No entanto, o ex-presidente não desistiu e continua buscando alternativas para viabilizar sua participação no pleito.
Evo Morales é uma das figuras mais influentes da política boliviana. Ele governou o país de 2006 a 2019 e, em sua última eleição, declarou-se vitorioso para um quarto mandato. No entanto, a oposição contestou os resultados, alegando fraude eleitoral, o que levou à sua renúncia e ao exílio no México. Após sua saída, Jeanine Áñez assumiu a Presidência interinamente. Anos depois, Áñez foi presa e condenada a dez anos de prisão sob a acusação de envolvimento em um golpe de Estado.
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