A escritora J.K. Rowling se manifestou contra a suspensão, classificando-a como “insanidade totalitária”. Para a autora de Harry Potter, punir crianças pequenas por reconhecerem as diferenças de sexo é uma atitude extremista e perigosa. Em suas redes sociais, Rowling disse: “Isso é insanidade totalitária. Se você acha que crianças pequenas devem ser punidas por reconhecerem o sexo biológico, você é um fanático perigoso que não deveria estar perto de crianças nem ocupar qualquer posição de autoridade sobre elas.”
Além desse incidente, dados de 2022-2023 indicam que 94 estudantes de escolas públicas no Reino Unido foram suspensos ou expulsos devido a comportamentos homofóbicos ou transfóbicos. Entre os suspensos, dez estavam no primeiro ano e três no segundo, com idades de até sete anos.
Helen Joyce, diretora da organização Sex Matters, criticou essas ações, apontando que é inaceitável impor conceitos e crenças de adultos a crianças tão pequenas. Ela destacou que interromper a educação dessas crianças em nome do ativismo é uma prática injustificável. “De vez em quando, as ideologias extremas de gênero geram histórias que parecem inacreditáveis, e a suspensão de uma criança de creche por ‘transfobia’ ou ‘homofobia’ é um desses exemplos”, afirmou Helen.
Joyce também criticou a postura dos educadores envolvidos, afirmando que eles deveriam sentir vergonha por projetarem crenças adultas em crianças pequenas. “É imperdoável que a educação vital dessas crianças seja interrompida de forma tão traumática por líderes escolares que priorizam as exigências de ativistas em vez do bem-estar dos alunos”, concluiu.
O número de suspensões e expulsões por comportamentos homofóbicos ou transfóbicos aumentou de 164 casos no ano letivo de 2021-2022 para 178 em 2022-2023. O condado de Essex foi o que registrou o maior número de casos, com 16, seguido por Birmingham com 15 e Bradford com 11.