Saiba as novidades para segunda edição do concurso público unificado
Termo para escolha da banca examinadora deve ser lançado este mês.
- © Joel Rodrigues/Agência Brasíli
Brasil – O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) anunciou uma mudança significativa para a segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2), com a introdução do código de barras no cartão-resposta. Essa alteração visa substituir o método anterior, onde os candidatos precisavam preencher bolinhas com caneta preta, como na primeira edição do concurso.
A decisão foi tomada após diversos candidatos relatarem problemas, como não marcar corretamente o tipo de gabarito ou não transcrever a frase exigida no cartão-resposta durante a prova de agosto de 2024. Segundo a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, a implementação do código de barras permitirá a identificação automática dos candidatos, garantindo que a prova de cada pessoa seja vinculada sem risco de confusão. Ela ressaltou que, com a nova tecnologia, os candidatos poderão focar apenas no conteúdo da prova, deixando de lado as formalidades burocráticas.
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Nova tecnologia de anonimato
Com a nova tecnologia, cada caderno de questões terá um código único vinculado ao candidato, sem revelar seus dados pessoais aos corretores das provas. Essa medida visa assegurar o anonimato, garantindo imparcialidade durante o processo de avaliação. A mudança será especialmente útil em salas de prova com diferentes versões de um mesmo exame, algo necessário devido ao embaralhamento das questões.
A expectativa é que o novo sistema acelere a correção e a divulgação dos resultados. No primeiro concurso, os resultados finais foram divulgados 194 dias após a realização das provas, quando o esperado era que fossem anunciados em 25 de novembro, mas a data foi adiada devido a um acordo judicial que permitiu a volta de mais de 32 mil candidatos ao processo.
Edital unificado
Para a segunda edição, o MGI também implementará um edital único, consolidando os oito documentos separados que existiram na primeira edição, que abordavam áreas específicas dos 21 órgãos públicos federais participantes. Agora, todas as áreas temáticas estarão reunidas em um único edital.
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Provas previstas para 2025
O MGI planeja lançar o termo de referência para a escolha da banca examinadora do CPNU 2 em abril, com a aplicação das provas prevista para o segundo semestre de 2025. A ministra Esther Dweck já havia indicado em entrevista que a data ideal seria agosto, pois é o período com menor incidência de chuvas no Brasil, minimizando os impactos das enchentes que ocorreram em abril e maio de 2024 no Rio Grande do Sul.
Dweck também confirmou que não haverá uma edição do concurso em 2026, devido ao ano eleitoral. Ela explicou que, por conta das eleições, seria impossível homologar os resultados dentro do prazo necessário.
Novas carreiras no concurso
A segunda edição do CPNU contará com duas novas carreiras transversais, que são funções com responsabilidades que podem ser desempenhadas por diversos órgãos da administração pública federal. As novas vagas serão para Analista Técnico de Justiça e Defesa e Analista Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico, ambas exigindo nível superior.
Com um total de 6.640 vagas na primeira edição, o CPNU 2 também promete ser um dos maiores concursos públicos do país. A lista de participantes está em análise, e o MGI segue preparando ajustes baseados nos aprendizados da primeira edição.

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