Além de ganho na Aleam, deputado Rozenha é beneficiado com supersalário da CBF que saltou de R$ 50 mil para R$ 215 mil
O cargo ainda garante um “décimo sexto salário”, bônus que amplia ainda mais os rendimentos.
Notícias de Política – O deputado estadual Ednailson Rozenha (PMB), da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) teve os honorários turbinados após presidentes das federações estaduais serem beneficiados com um aumento salarial de quase 200% na gestão do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ednaldo Rodrigues. Conforme reportagem publicada nesta sexta-feira (4) pela revista Piauí, os salários dos mandatários de R$ 50 mil chegaram a R$ 215 mil nos últimos anos.
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A Federação Amazonense de Futebol (FAF) é presidida por Rozenha, recém-eleito como um dos vice-presidentes da CBF. Mas além disso ele também ganha cerca de R$ 47 mil como deputado estadual sem contar os lucros obtidos com sua empresa, a rede de calçados, a Sapatinho de Luxo.
Rozenha passou a comandar a FAF em 2022, mesmo ano em que foi eleito deputado estadual. Ex-vereador de Manaus e ex-presidente do Fast Clube, ele hoje acumula funções no setor público, na gestão esportiva e na iniciativa privada, o que tem gerado intensos questionamentos sobre a dedicação e a legalidade do acúmulo de funções.
A informação foi revelada por uma reportagem da Revista Piauí, publicada nesta sexta-feira (4), que detalha a generosa estrutura de remuneração dos presidentes das federações estaduais de futebol. Segundo o levantamento, desde que Ednaldo Rodrigues assumiu a presidência da CBF, os salários mensais desses dirigentes saltaram de R$ 50 mil para R$ 215 mil. O cargo ainda garante um “décimo sexto salário”, bônus que amplia ainda mais os rendimentos.
Um dos episódios revelados pela reportagem ocorreu durante a Copa do Mundo de 2022, quando a CBF arcou com os custos de 49 pessoas sem vínculo direto com a entidade para participarem do evento no Catar. Entre os convidados estavam políticos, integrantes do Judiciário, empresários, artistas, jornalistas e familiares, cuja presença representou um custo de R$ 3 milhões para a confederação. As despesas incluíram passagens em primeira classe, hospedagem em hotéis de luxo e ingressos para os jogos da Seleção Brasileira.
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