STF forma maioria para excluir verbas do Judiciário do teto fiscal
Decisão se refere especificamente às verbas destinadas ao custeio dos serviços do Judiciário, que foram objeto de análise no julgamento.
- (Foto: ascom STF)
Notícias do Brasil – O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, neste sábado (5), a favor de que as receitas próprias do Judiciário federal não sejam submetidas ao limite de despesas imposto pelo novo arcabouço fiscal.
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O relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, votou pela exclusão, e foi seguido pelos ministros Dias Toffoli, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso e Cristiano Zanin. Os demais ministros têm até a próxima sexta-feira (11/4) para votar.
No voto, Moraes classificou como uma solução que “prestigia” a autonomia entre os Poderes o afastamento das receitas próprias do Judiciário da União da base de cálculo e dos limites previstos no arcabouço fiscal.
Com essa decisão, as receitas que a União arrecada continuarão a ser controladas pelo teto do regime fiscal sustentável. No entanto, as verbas que o Judiciário obtém por meio de suas próprias iniciativas estarão isentas dessa limitação.
A decisão também não levou em consideração os argumentos do Congresso e do Executivo, à época da aprovação do arcabouço, de que a limitação às despesas do Judiciário era constitucional e visava a economia de recursos públicos.
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Na ação, a Advocacia-Geral da União (AGU) foi contrária à exclusão do Judiciário do arcabouço fiscal, diferente, do defendido pela Procuradoria-Geral da República (PGR) que concorda com a exclusão.
A AGU afirmou que “a exclusão de certas despesas do limite para o montante global das dotações orçamentárias relativas a despesas primárias fundamentou-se, única e exclusivamente, no juízo político do Congresso Nacional”.
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