Em ato pela anistia, Bolsonaro fala sobre fraude na eleição: “O golpe foi dado”
A defesa da liberdade, a crítica ao Judiciário e os pedidos de anistia marcaram os discursos ao longo do evento.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou em seu discurso no ato pela anistia realizado neste domingo (6), na Avenida Paulista, que o “Golpe foi dado”, e pontuou várias inconsistências na Eleição de 2022, que garantiram a vitória do atual presidente do Brasil, Luíz Inácio Lula da Silva (PT). Ainda conforme o líder de Direita, foi arquitetado sua ilegibilidade.
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“E o golpe? O que mais eles fizeram para botar o Lula lá? Vou falar algumas coisas aqui. Eu não pude mostrar durante a propaganda eleitoral de 22 o Lula falando que era legal roubar celular porque esses vagabundos queriam apenas tomar uma cervejinha. Eu não pude mostrar imagens do Lula defendendo o aborto. Não pude mostrar imagens do 7 de setembro. Imagens dele ao lado de ditadores como Ortega, Maduro, Ahmadinejad, entre outros. Não pude mostrá-lo no Morro do Alemão, sendo recebido por traficantes. Quando me reuni embaixadores me tornaram inelegível”, disparou o ex-presidente.
Bolsonaro também apontou que a Esquerda fez uma grande campanha para incentivar adolescentes a tirarem o Título de Eleitor, garantindo assim, que Lula pudesse ter uma vantagem.
“Eles derrubaram páginas, criaram resoluções fora do tempo legal para perseguir a Direita. Fizeram a campanha para menores tirarem do eleitor. E nessa faixa etária, 75% do voto é da Esquerda. Foram mais de 4 milhões de novos títulos”, continuou.
O ex-presidente deixou claro que Lula teve uma certa afinidade com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
“E mais! Poderia ser a pá de cal. Por ocasião da diplomação do Lula, o então ministro Benedito baixa e cochicha para Alexandre Moraes, com os microfones abertos: ‘Missão dada é missão cumprida’. Quem deu o golpe em 22? Quem pesou a mão por ocasião das eleições? Sem falar outras possibilidades. O golpe foi dado. Tanto é que o candidato deles (Lula) está lá”, completou.
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A Avenida Paulista, no centro de São Paulo, foi palco neste domingo (6/4) de uma manifestação em defesa da anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. O protesto começou por volta das 14h e se encerrou pouco antes das 16h, reunindo apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Esta foi a primeira grande mobilização bolsonarista desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou denúncia contra Bolsonaro e outros sete investigados por uma suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022.
Organizado pelo pastor evangélico Silas Malafaia, o ato contou com forte presença de lideranças políticas alinhadas ao ex-presidente. Estiveram no palanque os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Jorginho Mello (SC), Ronaldo Caiado (GO), Wilson Lima (AM), Ratinho Júnior (PR) e Mauro Mendes (MT), reforçando o tom político da manifestação. A defesa da liberdade, a crítica ao Judiciário e os pedidos de anistia marcaram os discursos ao longo do evento.
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