Temperaturas batem recorde e Europa vive mês de março mais quente já registrado
Boletim foi divulgado nesta terça pelo Observatório Copernicus.
- Foto: Reprodução/CNN
Notícias do Mundo – O mês de março de 2025 entrou para a história como o mais quente já registrado na Europa, segundo o boletim climático divulgado nesta terça-feira (8) pelo Observatório Europeu Copernicus. O relatório confirma uma tendência preocupante: o aquecimento global segue acelerado e se manifestando de forma cada vez mais evidente no dia a dia das populações.
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Apesar de a Península Ibérica e o sul da França não terem batido recordes de temperatura, o continente como um todo experimentou um calor atípico para o período. O cenário foi agravado por eventos extremos: enquanto Espanha e Portugal enfrentaram chuvas intensas — algumas delas com volumes históricos —, outras regiões como a Holanda e o norte da Alemanha passaram por um março anormalmente seco.
O fenômeno não se limitou à Europa. A rede científica World Weather Attribution (WWA) apontou que as mudanças climáticas tiveram papel direto na intensificação de uma onda de calor severa na Ásia Central e nas chuvas que causaram inundações mortais na Argentina.
Globalmente, março de 2025 foi o segundo mais quente da história, atrás apenas do mesmo mês em 2024. Desde julho de 2023, o planeta tem vivido uma sequência contínua de meses com temperaturas recordes ou quase recordes — uma tendência que surpreende até os especialistas.
“Com exceção de um único mês, todos os períodos desde julho de 2023 registraram temperaturas ao menos 1,5 °C acima da média pré-industrial”, afirma o boletim do Copernicus. Essa marca é considerada o limite crítico pelo Acordo de Paris para evitar os efeitos mais severos das mudanças climáticas.
A temperatura média global registrada em março foi de 14,06 °C, apenas 0,08 °C abaixo do recorde de março de 2024, e ligeiramente acima do nível de 2016 — ano marcado por um intenso episódio de El Niño. A diferença agora é que as temperaturas extremas continuam mesmo sem a presença tão forte desse fenômeno climático natural.
A persistência e a intensidade desses eventos estão forçando cientistas a reverem projeções e buscarem explicações para essa nova realidade climática. O planeta aquece em ritmo acelerado, e os efeitos já não são mais previsões: estão acontecendo aqui e agora.
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