Após ordem de Moraes, PF tenta 10 milhões de senhas, mas não consegue desbloquear celular de ‘patriota’
A dificuldade em acessar os dados do celular é mais um obstáculo para as investigações.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – A Polícia Federal tentou, sem sucesso, desbloquear o celular de Renato Marchesini, um dos investigados pelos ataques aos Três Poderes em 8 de Janeiro de 2023. O aparelho, um Samsung Galaxy A30 com a tela rachada, foi submetido a um processo intenso de quebra de senha, mas mesmo após o teste de cerca de 10 milhões de combinações, não foi possível acessar o conteúdo.
PUBLICIDADE
A tentativa de desbloqueio foi feita com o software Cellebrite Premium, ferramenta utilizada pela PF em investigações que envolvem dispositivos protegidos por senha. Segundo o laudo pericial, a corporação elaborou um “dicionário” com palavras e números relacionados à vida pessoal de Marchesini, buscando identificar possíveis combinações de senhas. Nenhuma delas funcionou.
O objetivo era atender a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a extração de dados do aparelho para aprofundar as investigações. A busca incluía mensagens com termos como “morte ao Xandão”, “invadir os prédios”, “fora Lula”, “Bolsonaro”, entre outros relacionados à organização e incitação dos atos antidemocráticos.
Sem o acesso, o policial responsável pelo caso teve que responder negativamente a cinco das seis solicitações feitas pelo STF, conseguindo apenas identificar o modelo do celular. O aparelho foi devolvido ao setor da PF responsável pelas determinações da Corte, junto com o laudo técnico.
Marchesini, de 42 anos, foi preso nos dias seguintes ao 8 de Janeiro, quando bolsonaristas radicais invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. Cerca de dez dias após a prisão, obteve liberdade provisória por decisão de Moraes. Desde então, cumpre medidas cautelares: uso de tornozeleira eletrônica, entrega de passaportes, proibição de posse de arma e restrição de uso de redes sociais e contato com outros envolvidos nos atos.
PUBLICIDADE
As palavras-chave da investigação
No total, o STF determinou a busca de 36 termos no celular de Marchesini, como “golpe”, “intervenção militar”, “QG do Exército”, “desobediência civil”, “invasão”, “danificar”, “eleição”, “urna” e “código-fonte”, entre outros. A lista reflete a tentativa de identificar o grau de envolvimento do investigado na articulação, apoio ou financiamento dos ataques.
Até o momento, apesar dos indícios de alinhamento ideológico e participação em manifestações, a PF ainda não conseguiu comprovar que Marchesini tenha praticado atos de violência ou participado diretamente da invasão e destruição do patrimônio público no dia dos ataques.
A dificuldade em acessar os dados do celular é mais um obstáculo para as investigações sobre a atuação de apoiadores radicais no episódio que marcou a mais grave agressão à democracia brasileira desde a redemocratização.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






