Influenciadoras são presas em por uso de bronzeamento ilegal que pode causar câncer de pele
Clientes denunciaram o local após sofrerem queimaduras graves, relatando condições precárias durante os procedimentos.
- Reprodução
Notícias de Polícia – Duas influenciadoras digitais foram presas pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) durante a Operação Bronze Mortal, deflagrada nesta sexta-feira (11/4), em Goiânia. Flávia Ramos e Thaynara “Bronze” são acusadas de promover sessões de bronzeamento artificial com produtos e equipamentos proibidos, que oferecem riscos graves à saúde, como o desenvolvimento de câncer de pele.
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Além das duas influenciadoras, também foram detidos um marceneiro e um empresário, totalizando quatro pessoas presas em flagrante. A ação contou com apoio da Vigilância Sanitária de Goiânia, que participou da fiscalização no local.
A operação teve como objetivo desarticular uma clínica de bronzeamento artificial que funcionava de forma irregular. De acordo com as investigações, o estabelecimento utilizava câmaras de bronzeamento com luz ultravioleta (UV), proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fins estéticos.
Conforme a Resolução Anvisa nº 1.260/2025, o uso de lâmpadas fluorescentes de alta potência em procedimentos de bronzeamento artificial está vetado, devido à comprovação científica dos danos à saúde. Entre os riscos estão o aumento significativo na incidência de câncer de pele, envelhecimento precoce e lesões oculares.
Clientes denunciaram o local após sofrerem queimaduras graves, relatando condições precárias durante os procedimentos. As influenciadoras mantinham forte presença nas redes sociais: o perfil de Flávia, “Arte Bronze”, somava mais de 21 mil seguidores antes de ser deletado. Thaynara também teve seu perfil, com mais de 13 mil seguidores, retirado do ar após a operação.
Os quatro presos foram autuados pelos crimes de falsificação de produtos para fins terapêuticos ou medicinais, publicidade enganosa, exposição da vida ou saúde de terceiros a perigo direto e iminente, entre outras infrações previstas no Código Penal e no Código de Defesa do Consumidor.
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