Vídeo: Cheia do Rio Madeira isola trecho da Transamazônica e ameaça abastecimento em Apuí
Prefeitura decreta emergência e DNIT atua com balsas para garantir transporte de mercadorias essenciais.
- Foto: Divulgação
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Durante entrevista ao programa Brasil Urgente, da TV Band, o prefeito destacou que a cheia já desalojou mais de 500 famílias em Apuí e interrompeu o acesso viário fundamental da região. “Nosso único meio de entrada e saída é a Transamazônica, e com ela submersa, ficamos isolados. O apoio do senador Eduardo Braga foi essencial para acionar o DNIT e liberar o envio de balsas com alimentos, remédios e água potável. Uma já chegou com 12 caminhões, trazendo um alívio emergencial para a população”, afirmou.
No último dia 28 de março, a Prefeitura publicou o Decreto nº 11/2025, declarando situação de emergência por 180 dias. Apesar da autorização para compras em regime de exceção, a gestão optou por não realizar gastos emergenciais diretos e buscou apoio político para garantir soluções viáveis sem onerar os cofres públicos.
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Os impactos da cheia também atingem serviços essenciais. O calendário escolar de 2025 foi suspenso por tempo indeterminado devido à dificuldade de acesso às escolas e risco de falta de energia elétrica. A balsa da Amazonas Energia evitou um apagão ao abastecer as regiões de Apuí e Santo Antônio do Matupi com combustível. Na saúde, pacientes em estado grave vêm sendo removidos por aeronaves UTI – um custo elevado para o município, que também vem atendendo casos emergenciais de cidades vizinhas, como Manicoré.
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A infraestrutura local sofre com as intensas chuvas e a deterioração das estradas vicinais. “Já recuperamos 59 pontes em apenas quatro meses de mandato. Apuí tem a maior malha viária do Amazonas, com 2.800 km de estradas. Está tudo danificado pelas chuvas”, relatou o prefeito.
Para enfrentar o bloqueio da BR-230, o DNIT iniciou a contratação emergencial de balsas para transportar caminhões de Humaitá até o trecho seco da rodovia, permitindo a chegada de suprimentos e o escoamento da produção local, especialmente de derivados de leite. A operação, embora necessária, aumentará o tempo de trajeto entre os municípios em até um dia e meio.
A situação, considerada a pior cheia desde 2014, ainda exige atenção e ação coordenada entre os entes públicos para evitar um colapso social e econômico na região.
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