Jovens chineses trocam aluguel por moradia em hotéis
A tendência, que ganhou força após a pandemia, reflete um novo estilo de vida que alia praticidade, economia e mobilidade.
- Foto: Reprodução
Notícias do Mundo – Em meio à alta nos preços de imóveis e às dificuldades do mercado de aluguel na China, cada vez mais jovens estão trocando apartamentos por hotéis como moradia alternativa. A tendência, que ganhou força após a pandemia, reflete um novo estilo de vida que alia praticidade, economia e mobilidade.
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Dados da plataforma de viagens Qunar revelam que as reservas mensais em hotéis cresceram 2,5 vezes entre novembro e janeiro, em comparação com o mesmo período de 2019. A maioria dos hóspedes tem entre 25 e 30 anos. O custo médio mensal gira em torno de 2.700 yuans (cerca de R$ 2 mil), já incluindo água, luz, internet e, em muitos casos, limpeza e academia.
Hu Weiwei, jogadora de vôlei de 24 anos, é um exemplo desse movimento. Após experiências negativas com proprietários, ela passou a morar em hotéis e afirma que o valor é mais acessível do que o aluguel tradicional. Além disso, cita comodidades como segurança, boa localização e ar-condicionado 24h.
Outra jovem, Tang Miaomiao, de 22 anos, passou as férias em um hotel com o namorado e ressaltou a hospitalidade como diferencial. Mesmo com limitações, como a falta de cozinha, ela vê a experiência como positiva.
Segundo a rede Jin Jiang Hotels, o número de hóspedes com menos de 40 anos que permanecem mais de um mês aumentou 1,5 vez neste ano. Freelancers e profissionais que viajam a trabalho estão entre os principais perfis.
Com a adesão ao chamado “estilo de vida leve”, moradores economizam com contas fixas e ganham liberdade para mudar de cidade. O impacto já é visível: o preço dos aluguéis caiu 3,25% nas 50 maiores cidades chinesas em 2024.
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