Páscoa: entre fé, tradição e os símbolos que marcam essa celebração
A Páscoa é uma data carregada de significados históricos, religiosos e culturais.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – Muito além dos ovos de chocolate e coelhos de pelúcia, a Páscoa é uma data carregada de significados históricos, religiosos e culturais. Celebrada tanto por judeus quanto por cristãos, ela representa libertação, renovação e esperança — valores que atravessam séculos e ainda fazem sentido nos dias de hoje.
Os fundamentos da Páscoa
Na tradição judaica, a Páscoa — chamada de Pessach — comemora a libertação do povo hebreu da escravidão no Egito, um evento marcante narrado no livro do Êxodo. Durante a celebração, as famílias realizam o jantar do Sêder, repleto de alimentos simbólicos, como pão sem fermento, ervas amargas e cordeiro. A leitura da Hagadá (texto que conta a história do Êxodo) reforça a importância da memória e da identidade cultural.
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Já para os cristãos, a Páscoa representa a ressurreição de Jesus Cristo, três dias após sua crucificação. É considerada a data mais sagrada do calendário cristão, pois simboliza a vitória sobre a morte, a redenção dos pecados e a esperança de vida eterna. A ligação entre a Páscoa cristã e a judaica também está presente: a Última Ceia de Jesus foi uma celebração pascal judaica.
Apesar das diferenças entre as tradições, a Páscoa carrega um mesmo espírito: a superação do sofrimento e o renascimento para uma nova vida.
Os símbolos da Páscoa e seus significados
Com o tempo, a celebração da Páscoa ganhou elementos populares que reforçam — ou às vezes distanciam — o verdadeiro sentido da data. Mas todos eles têm raízes simbólicas importantes:
Ovo de Páscoa: O ovo é um antigo símbolo de vida e renascimento. No cristianismo, representa a ressurreição de Cristo. Os ovos de chocolate surgiram mais recentemente como uma maneira lúdica e doce de celebrar a data, especialmente entre as crianças.
Coelho da Páscoa: Conhecido por sua grande capacidade de reprodução, o coelho é associado à fertilidade e à renovação. Tornou-se um símbolo popular da Páscoa por representar a chegada de um novo ciclo.
Cordeiro: Com forte presença nas tradições religiosas, o cordeiro representa o sacrifício. No judaísmo, lembra o cordeiro sacrificado antes da saída do Egito. No cristianismo, remete a Jesus, o “Cordeiro de Deus”, que se entregou pela salvação da humanidade.
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Pão e vinho: Presentes na Última Ceia, simbolizam o corpo e o sangue de Cristo. São elementos centrais da liturgia cristã e reforçam o aspecto espiritual da Páscoa.
Muito além do consumo
Embora o comércio tenha transformado a Páscoa em uma oportunidade de vendas, é importante lembrar que essa data carrega mensagens universais. Seja por meio da fé, da tradição ou da reflexão pessoal, a Páscoa continua sendo um convite à renovação, à esperança e à construção de um novo começo.
Sexta-feira Santa
É tradição comer peixe na Sexta-feira Santa, especialmente entre os cristãos católicos. Isso acontece porque:
1. Sexta-feira Santa é dia de jejum e abstinência
A Igreja Católica orienta que, na Sexta-feira Santa, os fiéis façam abstinência de carne vermelha e branca (como boi, porco ou frango), como forma de respeito e penitência pela morte de Jesus Cristo. O peixe, por ser considerado uma carne “mais simples” e não associada a festas ou luxos, é permitido.
2. Significado simbólico
Além da penitência, o peixe tem um forte simbolismo cristão. Nos primeiros séculos do cristianismo, ele era usado como símbolo secreto entre os seguidores de Jesus. A palavra “peixe” em grego (ichthys) é um acrônimo para “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”.
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