Amazonas é incluído como autor no mapeamento oficial da seca no Brasil
Participação do Estado, por meio da Sema, foi consolidada durante a 5ª Reunião de Avaliação do Monitor de Secas.
- (Foto: Divulgação)
O Amazonas agora integra oficialmente o grupo de autores do Mapa do Monitor de Secas do Brasil. A inclusão do Estado, representado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), foi confirmada durante a 5ª Reunião de Avaliação do Monitor de Secas, realizada nos dias 23 e 24 de abril, na sede da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), em Brasília.
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Na ocasião, técnicos da Sema apresentaram um panorama do bioma amazônico, destacando características geográficas e aspectos da climatologia regional. O Monitor de Secas é um instrumento nacional de acompanhamento periódico da seca, com atualizações mensais por meio de mapas que apontam tanto as áreas afetadas quanto aquelas livres do fenômeno.
A produção dos mapas envolve diferentes papéis: autores, observadores e validadores. Como autor, o Amazonas agora passa a ser responsável pelo traçado dos mapas, analisando dados como índices de precipitação, anomalias climáticas e cobertura vegetal, para representar a realidade local com mais precisão.
“Os observadores, como os gestores de Unidades de Conservação, alimentam o sistema com informações locais por meio do Formulário Mínimo Padrão. A Sema faz essa consolidação, avaliando a situação dos municípios. Agora, como autores, poderemos representar com ainda mais fidelidade o que de fato acontece por aqui”, explicou Maycon Castro, gestor da Assessoria de Recursos Hídricos da Sema.
Desde 2022, o Amazonas já participava do Monitor como validador, revisando os mapas produzidos por autores de outros estados e sugerindo ajustes com base em dados locais. A nova atribuição amplia o protagonismo do Estado no processo.
O encontro também foi marcado por discussões sobre os efeitos das secas extremas que têm atingido a Amazônia, Cerrado e Pantanal. O Amazonas contribuiu com dados sobre o histórico de monitoramento no estado, incluindo registros das cinco maiores secas já enfrentadas, suas consequências e as medidas de mitigação adotadas.
“Com os eventos de seca cada vez mais severos, o Monitor de Secas se torna uma ferramenta essencial para compreendermos a dinâmica desse fenômeno em nível nacional e local. Ele nos permite uma leitura mais regionalizada, com apoio de uma rede de colaboradores que vivenciam a realidade em campo”, concluiu Maycon Castro.
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