Bolsonaro começa alimentação oral e segue em UTI após cirurgia intestinal
A equipe médica informou que a partir de hoje iniciará a oferta oral de “água, chá e gelatina”.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – O ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta “melhora progressiva” nos exames laboratoriais do fígado e se encontra estável, sem febre, dor ou alterações significativas na pressão arterial, conforme o boletim médico divulgado nesta segunda-feira (28). Ele continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital privado em Brasília, sem previsão de alta.
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A equipe médica informou que a partir de hoje iniciará a oferta oral de “água, chá e gelatina”. Apesar da gastroparesia (retardo no esvaziamento do estômago), já há sinais de movimentos intestinais espontâneos, segundo o boletim. O ex-presidente também mantém suporte calórico e nutricional via parenteral (endovenosa), realiza fisioterapia motora e continua a receber medidas preventivas contra trombose venosa.
Internação e Cirurgia Bolsonaro passou mal durante uma agenda no Rio Grande do Norte no último dia 11, quando começou a sentir dores e distensão abdominal. Exames apontaram obstrução intestinal, o que levou à necessidade de uma cirurgia. O procedimento foi realizado em 13 de abril, durando 12 horas e sem intercorrências, mas o ex-presidente permanece em cuidados intensivos devido à natureza da operação e à necessidade de monitoramento.
Apesar de estar fora de risco imediato, o corpo de Bolsonaro ainda apresenta sinais de inflamação pós-cirúrgica, o que exige vigilância constante da pressão arterial e acompanhamento para prevenir infecções. No momento, ele segue se alimentando por via venosa, e ainda não há previsão para a retomada da alimentação oral.
Intimação Judicial Na quarta-feira (23), Bolsonaro foi intimado sobre a abertura de uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF). A intimação ocorreu enquanto ele estava internado na UTI, após sua participação em uma transmissão ao vivo nas redes sociais. O STF entendeu que o ex-presidente estava em condições de ser formalmente comunicado e determinou a diligência.
O advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, contestou a medida, alegando que a intimação em um ambiente hospitalar viola o Código de Processo Penal, que proíbe a citação de pessoas em estado grave de saúde.
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