Collor deixa presídio após Moraes autorizar prisão domiciliar
Ex-presidente foi autorizado a cumprir prisão em casa devido ao agravamento da doença de Parkinson.
- (Foto: Divulgação)
O ex-presidente Fernando Collor deixou a Penitenciária Masculina Baldomero Cavalcanti de Oliveira na noite de quinta-feira (1º/5) para cumprir prisão domiciliar, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida humanitária foi motivada pelo agravamento do quadro de Parkinson diagnosticado em Collor, conforme comprovado por laudos médicos apresentados pela defesa.
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Já com a tornozeleira eletrônica instalada, Collor escolheu permanecer em Maceió (AL), ao lado da família. A decisão prevê restrições ao ex-presidente, como a proibição de receber visitas exceto familiares, equipe médica ou pessoas autorizadas pelo STF — e a suspensão do passaporte, impedindo viagens para o exterior. Em casos de necessidade médica, ele poderá sair temporariamente, mas deverá justificar sua ausência em até 48 horas.
A prisão domiciliar foi concedida após análise do plenário do STF, que aprovou a medida por 6 votos a 4. A defesa de Collor recorreu alegando comorbidades graves, incluindo doença de Parkinson, apneia do sono e transtorno afetivo bipolar. Apesar do presídio afirmar que poderia oferecer o tratamento adequado, o ministro Moraes seguiu o parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que recomendou a prisão domiciliar por razões humanitárias.
Collor foi preso em 25 de abril em desdobramento da Operação Lava Jato, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a 8 anos e 10 meses de prisão. Ele cumpria pena em regime fechado, em cela individual, na penitenciária de Maceió, que atualmente abriga 1.324 presos em espaço projetado para 892.
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