Professor de canto é preso por dar “chá” de sêmen para alunas
As vítimas estranharam o líquido e chamaram a Polícia Militar.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – O professor de canto Hallan Richard Morais da Cruz, de 26 anos, preso em flagrante em Porto Nacional (TO), no último dia 25 de abril, por oferecer um suposto ”chá” contendo sêmen a alunas do local onde trabalhava, com a justificativa de que a substância ajudaria na melhora das cordas vocais.
PUBLICIDADE
A prisão ocorreu após denúncias feitas por alunas que desconfiaram do comportamento do professor. As vítimas relataram que Hallan costumava oferecer o líquido antes das aulas de canto, insistindo que ele traria benefícios para a voz. A abordagem era feita de maneira informal, e o “chá” era apresentado como parte de uma “técnica vocal alternativa”.
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO), o próprio Hallan confessou o crime após ser detido. Ele permanece preso preventivamente na Unidade Penal de Porto Nacional, enquanto a substância oferecida está sendo periciada para comprovar a presença de material biológico humano. O caso está sendo investigado como tentativa de violação sexual mediante fraude, conforme previsto no Código Penal Brasileiro.
Confiança usada como arma
Hallan era visto por muitos como um jovem dedicado e religioso. Nas redes sociais, aparecia frequentemente tocando guitarra em cultos e eventos cristãos. Esse comportamento foi, inclusive, citado pelas vítimas como parte do processo de conquista de confiança. A postura supostamente devota e a proximidade com a religião contribuíram para que ele fosse visto como uma figura respeitável, tornando ainda mais difícil a suspeita sobre seus atos.
PUBLICIDADE
A empresa onde ele prestava serviços repudiou publicamente a conduta e afirmou que Hallan Richard não integra mais o corpo docente. Em nota, ressaltou que está colaborando com as investigações e prestando apoio às vítimas. O nome da instituição era mencionado nos perfis sociais do acusado, mas foi removido após o escândalo vir à tona.
Decisão judicial fundamentada na proteção das vítimas
Durante a audiência de custódia realizada no domingo, 27 de abril, o juiz Willian Trigilio da Silva converteu a prisão em flagrante para preventiva. Em sua decisão, o magistrado destacou a gravidade dos fatos e o risco que a liberdade do suspeito poderia representar às vítimas e à ordem pública.
“A liberdade do suspeito se tornou, em tese, um risco concreto às vítimas e coloca em risco a ordem pública, além de considerar que o suspeito é professor de música das ofendidas, não havendo outra solução a não ser a decretação da medida extrema de restrição de sua liberdade”, escreveu o juiz. Ele frisou ainda que a medida não implica uma presunção de culpa, mas sim uma ação preventiva diante de um risco fundamentado.
Sem advogado particular, Hallan será defendido pela Defensoria Pública do Tocantins. O órgão afirmou que continuará prestando assistência jurídica até que o investigado constitua um defensor de sua escolha. A Defensoria ainda não se manifestou sobre a linha de defesa que será adotada.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






