Amazonas registra 26 mortes por vírus respiratórios, diz FVS
Foram notificados 433 casos em 2025 e 609 em 2024, em igual período.
- (Foto: Divulgação)
O Amazonas registrou queda nos casos e óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por vírus respiratórios em 2025. Segundo o Informe Epidemiológico de Vírus Respiratórios, divulgado nesta segunda-feira (05/05) pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), foram notificados 433 casos neste ano, contra 609 no mesmo período de 2024 — uma redução de 32,3%.
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As mortes também diminuíram: foram 26 óbitos em 2025, ante 35 no ano passado, o que representa queda de 27,8%. Entre os casos fatais registrados neste ano, 20 foram por Covid-19, 3 por influenza A, 2 por influenza B e 1 por parainfluenza.
O levantamento cobre o período de 1º de janeiro a 03 de maio e está disponível no site da FVS-RCP (www.fvs.am.gov.br).
Nas últimas três semanas analisadas (13/04 a 03/05), as faixas etárias mais afetadas foram pessoas com 40 anos ou mais (24%), crianças de 1 a 4 anos (18%), de 5 a 9 anos (9%) e de 10 a 39 anos (3%).
Os vírus mais identificados nas amostras laboratoriais encaminhadas ao Lacen-AM foram influenza A (40,8%), rinovírus (39,2%), influenza B (17,6%), adenovírus (7,3%) e coronavírus SARS-CoV-2 (0,2%).
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Rede estadual e estratégias
A secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, destacou que a integração entre vigilância e assistência tem sido fundamental para o controle da SRAG. A rede estadual conta com 17 unidades de referência, equipes treinadas, triagem de sintomáticos, testagem rápida para Covid-19, exames laboratoriais e de imagem.
Uma das estratégias citadas é o programa Alta Oportuna, que oferece kits de medicamentos e orientações às famílias no momento da alta hospitalar em prontos-socorros infantis, com o objetivo de evitar reinternações e aliviar a rede de urgência.
A SES-AM reforça que os primeiros sintomas gripais devem ser tratados nas Unidades Básicas de Saúde, com encaminhamento hospitalar apenas para casos mais graves.
Prevenção e vacinação
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, reforça a importância de medidas simples, como a higienização frequente das mãos, uso de máscaras por sintomáticos, profissionais de saúde e grupos de risco, além da vacinação contra Covid-19 e Influenza.
A recomendação também se estende à proteção de crianças menores de seis meses, evitando exposição a ambientes com risco de contaminação.
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