Ex-vereador de Manacapuru figura entre investigados no esquema de fraude no INSS
A Justiça Federal determinou seu afastamento imediato das funções públicas.
- Foto: reprodução
Notícias de Manacapuru – O ex-vereador de Manacapuru (AM), Jucimar Fonseca da Silva (PR), que ocupava cargo de Coordenador-Geral de Pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), está sendo investigado por envolvimento em um esquema nacional de fraudes em aposentadorias e pensões. Ele figura entre os principais alvos da Operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos nos benefícios de milhões de segurados do INSS.
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A operação, deflagrada no dia 23 de abril pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), revelou que entre 2019 e 2024 mais de R$ 6,3 bilhões teriam sido desviados por meio de cobranças irregulares de mensalidades associativas, sem o consentimento dos beneficiários. Os descontos eram feitos diretamente nos pagamentos de aposentadorias e pensões por meio de Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) entre o INSS e entidades de classe, como sindicatos e associações.
Segundo os investigadores, Jucimar Fonseca teria ajudado a manter funcionando um sistema usado por uma entidade chamada MASTERPREV, suspeita de descontar valores dos benefícios sem autorização dos segurados.
Antes de assumir o cargo no INSS, Jucimar foi presidente do Fundo de Previdência Social do Município de Manacapuru (Funprevim), entre 2017 e 2018, durante a gestão do ex-prefeito Beto D’Angelo (MDB).
A Justiça Federal determinou seu afastamento imediato das funções públicas e proibiu qualquer contato com os demais investigados. A decisão foi assinada pelo juiz substituto da 15ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, Frederico Botelho de Barros Viana, que considerou a medida essencial para preservar a integridade das investigações.
A Operação Sem Desconto mobilizou aproximadamente 700 agentes da Polícia Federal e 80 auditores da CGU em diversas regiões do país. Foram cumpridos 211 mandados de busca e apreensão, além de ordens judiciais de sequestro de bens que ultrapassam R$ 1 bilhão. O estado do Amazonas, onde Jucimar desenvolveu sua carreira política, esteve entre os alvos da megaoperação.
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Além de Jucimar Fonseca, outros servidores e dirigentes de entidades estão sob investigação. A Polícia Federal ainda analisa a possibilidade de envolvimento de gestores públicos e políticos em diferentes estados, o que pode ampliar o alcance da operação.
Até o momento, a defesa de Jucimar Fonseca da Silva não se pronunciou sobre as acusações. Segue aberto espaço para manifestação.
Veja nomes dos investigados por envolvimento no esquema fraudulento do INSS:
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