Vazamento de óleo atinge rio após embarcação virar no Pará
A empresa responsável pela embarcação pesqueira será responsabilizada e multada.
- Foto: reprodução
Notícias do Pará – Um acidente ocorrido na manhã de segunda-feira (05) na orla de Bragança, no nordeste do Pará, desencadeou uma grave crise ambiental no Rio Caeté. Uma embarcação pesqueira tombou enquanto era abastecida com gelo em um trapiche particular, derramando parte dos cerca de 20 mil litros de óleo diesel que transportava. Desde então, autoridades ambientais e de segurança pública permanecem no local tentando dimensionar o impacto do vazamento e conter os danos.
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Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), a quantidade exata de óleo derramado ainda está sendo apurada, mas já se sabe que o combustível atingiu uma área de aproximadamente 10 quilômetros do ponto do acidente, contaminando um trecho considerável do rio. Imagens aéreas captadas por drones mostram o rastro escuro do óleo se espalhando pelas águas, o que tem gerado grande apreensão entre os moradores da região.
A preocupação é ainda maior entre os pescadores locais, muitos dos quais dependem exclusivamente da pesca artesanal para sobreviver. “Se o peixe morre ou some por causa do óleo, como é que a gente vai viver?”, questiona José Alberto Souza, pescador da comunidade do Treme, localizada nas margens do rio. O temor é que o vazamento afete não só a fauna aquática, mas também a qualidade da água e a economia da região, profundamente ligada à atividade pesqueira.
Apesar de ninguém ter se ferido no tombamento da embarcação, o impacto ambiental é inegável. Técnicos da Prefeitura de Bragança, agentes da Divisão Especializada em Meio Ambiente e Proteção Animal (DEMAPA) e equipes do Corpo de Bombeiros estão mobilizados na área desde o acidente, avaliando o cenário e iniciando os primeiros procedimentos de contenção e monitoramento do óleo.
A Secretaria de Meio Ambiente de Bragança confirmou que a empresa responsável pela embarcação será responsabilizada pelos danos causados ao meio ambiente. O órgão municipal também adiantou que aplicará multas e outras penalidades administrativas, conforme previsto na legislação ambiental. Até o momento, no entanto, não há previsão para a retirada completa do óleo, o que aumenta a angústia dos moradores.
Especialistas alertam que o óleo diesel, ao se espalhar em cursos d’água, forma uma película que reduz o oxigênio dissolvido, afetando diretamente os organismos aquáticos, como peixes e crustáceos. A depender da intensidade da contaminação, os efeitos podem durar semanas ou até meses, prejudicando também a flora e a fauna das margens do rio.
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