Vídeo de Caiado chamando PT de ‘assaltante de aposentados’ volta a viralizar em meio a escândalo no INSS
O trecho voltou à tona em um momento sensível para o governo Lula.
- Foto: Reprodução
Notícias de política – Um vídeo gravado em 2016 durante uma sessão no Senado Federal voltou a ganhar repercussão nas redes sociais, reacendendo um embate político entre o atual governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), que era senador, e parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT). O conteúdo mostra uma discussão acalorada entre Caiado e os então senadores petistas Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias. O trecho voltou à tona em um momento sensível para o governo Lula, com as investigações da Polícia Federal sobre um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que já teria causado prejuízo superior a R$ 6 bilhões aos aposentados.
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Na gravação, durante uma sessão marcada pelo debate sobre o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, Gleisi afirmou que nenhum dos presentes no plenário teria “credibilidade moral” para julgar a petista. A fala provocou uma resposta dura de Ronaldo Caiado: “Eu exijo respeito. Eu não sou assaltante de aposentado”. A frase, na época, foi interpretada como uma crítica direta ao ex-ministro Paulo Bernardo, ex-marido de Gleisi, preso naquele ano sob suspeita de envolvimento em desvios de contratos de crédito consignado voltados justamente a aposentados e pensionistas.
A declaração gerou tumulto no plenário. O embate, que parecia enterrado com o passar dos anos, ganhou nova dimensão após os desdobramentos recentes das investigações no INSS.
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Nas redes sociais, Caiado comentou o vídeo e aproveitou para reforçar críticas ao PT e ao governo Lula. “Naquela época eu já denunciava a prática do PT. Gleisi dizia que ninguém tinha moral para cassar Dilma. Eu apenas respondi que não aceitava reprimenda de uma senadora cujo partido é conhecido por práticas de assaltar os aposentados”, disse o governador.
O caso amplia a pressão sobre o governo federal, que já vinha enfrentando críticas devido à lentidão em responder às denúncias de irregularidades no órgão responsável pela concessão de benefícios previdenciários. Além do prejuízo bilionário, o escândalo afeta diretamente a população mais vulnerável: os aposentados e pensionistas que tiveram seus benefícios reduzidos indevidamente.
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