Bolsonaro evita cravar candidatura de Michelle e reafirma intenção de disputar eleições de 2026
Bolsonaro também mencionou o filho Eduardo, que atualmente está nos Estados Unidos.
- Bruno Eask
Notícias de Política – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente inelegível e réu por suspeita de tentativa de golpe de Estado, voltou a sinalizar, nesta quarta-feira (14/5), a possibilidade de candidaturas dentro de seu círculo familiar para as eleições presidenciais de 2026. Em entrevista ao portal UOL, Bolsonaro afirmou que ainda não há definição sobre nomes, mas citou sua esposa, Michelle Bolsonaro, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como possíveis postulantes ao Planalto.
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“Não posso bater o martelo agora”, disse Bolsonaro, ao ser questionado sobre as chances de Michelle entrar na disputa. O ex-presidente ressaltou que a ex-primeira-dama tem aparecido bem posicionada em pesquisas, mesmo sem ter solicitado a inclusão de seu nome. “A Michelle não pediu para entrar nas pesquisas, botaram o nome dela e ela tem aparecido na frente do Lula. […] É uma mulher, fala bem, é evangélica, então tem o carinho de uma parte considerável da população”, afirmou.
Bolsonaro também mencionou o filho Eduardo, que atualmente está nos Estados Unidos. “O Eduardo aparece em pesquisas por aí também, perdendo para o Lula, mas aparece. Tem muito tempo até lá”, comentou.
Apesar da inelegibilidade imposta pela Justiça Eleitoral, Bolsonaro reafirmou que pretende se manter no jogo político até o fim. “Vou até o último segundo. Eleição sem meu nome na chapa é negação da democracia”, declarou. Ele voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e acusou a Justiça de praticar “lawfare”, termo usado para descrever o uso do sistema judicial para fins políticos.
Cobranças e estratégias
Durante a entrevista, Bolsonaro também cobrou maior engajamento de seus aliados políticos. Ele defendeu que governadores e parlamentares questionem publicamente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre os motivos de sua inelegibilidade. “Gostaria, não posso obrigar, que os governadores falassem: ‘Bolsonaro está inelegível por quê? Essas acusações valem?’”, afirmou.
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Na terça-feira (13/5), a defesa do ex-presidente protocolou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes para suspender audiências no processo que apura a tentativa de golpe de Estado. Os advogados alegam que não houve tempo suficiente para analisar o material apresentado pela Polícia Federal.
Retorno à agenda pública
Após passar 21 dias internado em Brasília para uma cirurgia de desobstrução intestinal, Bolsonaro declarou que está pronto para retomar sua agenda política. A primeira aparição pública ocorreu no último dia 7 de maio, quando ele participou de um ato pró-anistia ao lado de apoiadores, mesmo com recomendações médicas para evitar aglomerações.
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